quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Título do blog alterado

---------- Forwarded message ----------
From: Ricardo Wickert
Date: Dec 19, 2007 6:01 PM
Subject: alteraçao no blog
To: Carlos Alberto Rocca

Prezado Senhor,

Venho por meio desta solicitar que seu blog passe a se chamar The Crocca Files, e seja identificado como tal.

Atenciosamente,

whiskas, o divagador

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Frase do dia

"The trouble with weather forecasting is that it's right too often for us to ignore it and wrong too often for us to rely on it."
--Patrick Young

E deixo registrado um agradecimento ao meu pai por, quando ter notado a presença de nuvens escuras no céu, ter levado o carro até o meu trabalho e trazido a moto para casa, garantindo que eu não tomasse um banho de chuva involuntário.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Joguinho divertido?

  1. Pegar um livro próximo;
  2. Abra-o na página 161;
  3. Procurar a 5ª frase, completa;
  4. Postar essa frase em seu blog;
  5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro.

Não é necessário repassar.

"Mas isto não é tudo."
-- Jostein Gaarder - O Mundo de Sofia

Eu vou cancelar minha Internet

Luiz: o meu
Carlos: diga
Luiz: manda o buster ir dormir
Carlos: ok
Luiz: flw

sábado, 15 de setembro de 2007

Peugeot 306: o relato da saga

Domingo, 26 de agosto, 20h

Eu estou assistindo televisão e o meu pai, para variar, está indignado com a minha irmã, em virtude de uma briga pela máquina fotográfica. Ele decide comprar uma máquina digital para ele e vai olhar os classificados da Zero-Hora na Internet. Não acha nada no site da Zero-Hora, entra no hagah e também não acha nada. Mas ele me chama para me mostrar a parte de veículos do Hagah, que eu vejo com uma pitada de humor:
- Se é tão bom assim, acha o carro que eu vou comprar.
Ele entra, pergunta que carro eu quero comprar e qual a faixa de ano. Eu sempre babava quando via um Peugeot 306 passando na rua. Se eu conseguisse, gostaria de ter um Peugeot 306. Ele seleciona, dá uns 6 ou 7 cliques com o mouse, e a primeira página com os resultados de busca aparece.
- Clica nesse pretinho aqui...

Segunda, 27 de agosto, 08h

Acordo mais cedo com o objetivo de passar na Rispoli Veículos para conhecer o carro. Olho para ele e... Sabem aquele filme do Fusca? Não, ele não se mexeu, ele não piscou nem nada. Mas é como se tivesse acontecido. Eu queria que o carro estivesse inteiro, que o motor tivesse em bom estado e que desse para comprar. Ou eu iria continuar abrindo aleatóriamente sites de lojas de carro e continuar procurando. Chamei o meu pai para ver o carro, ele vai,acha e acha legal. Saio para dar uma volta na quadra com o carro e...

Segunda, 27 de agosto, 13h30min

Saio de casa disposto à falar com o vendedor, tentar chorar um pouquinho para que o preço seja diminuído e fechar negócio. Esqueci de levar cheque para dar um sinal e não tinha dinheiro na carteira. No fim das contas, pedi para o meu pai levar o meu talão de cheques, ele levou o dele também e compramos. Foram dois cheques, um do meu pai e outro meu. Paguei aproximadamente 75% do valor do carro, e o meu pai pagou emprestou o resto. Claro, foi um daqueles empréstimos de pai pra filho. Pago quando eu quiser, como eu quiser. Claro que eu combinei com ele como eu iria pagar e vou fazer o máximo para cumprir com o que eu prometi.

Terça, 28 de agosto, 17h30min

Meu pai vai até a empresa onde trabalho, dirigindo meu carro. Devido à minha condição semi-falida tedno comprado o carro antes de receber o pagamento (fim do mês), ele já me dá o carro com R$ 50 de gasolina. Ele leva a moto e eu vou dirigindo o meu carrinho para casa.

Hoje

Faz aproximadamente umas três semanas que eu estou com ele, e já fiz algumas coisas. Coloquei alarme, som, limpei os bicos injetores, consertei os bancos, coloquei 6 pessoas dentro do carro, viajei, etc. Não tive aquela decepção de "Putz, comprar carro usado é foda". Tem algumas coisinhas por fazer, como qualquer carro usado, mas nada relacionado à mecânica. E esse tipo de coisa pode ser feita aos poucos.

Alguém quer carona? ^^

Gre-Nal

É óbvio que eu quero e espero que o Internacional ganhe. Mas independentemente do time que cada um torce, acho que todos deveriam achar lindo, as duas torcidas gritando juntas, em plenos pulmões:

"Hei, Calheiros, vai tomar no cu!"

Pena que eu não vou estar lá para filmar isso.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Texto de autoria desconhecida

Parabéns, colorados!
Eu lembro de ver o INTER perder a final da Copa União para o Flamengo.
Eu lembro de ver o INTER perder a final do Brasileiro para o Bahia.
Eu lembro de ver o INTER perder a semifinal da Libertadores para o Olímpia.
Eu lembro de ver o INTER não ganhar um jogo sequer na Libertadores de 93.
Eu lembro de uma época em que ficar entre os oito primeiros do Brasileirão era o máximo, e de quase nunca ver o INTER lá.
Eu lembro de ver jornais dizendo que o INTER seria rebaixado por não pagar suas dívidas.
Eu lembro de ver o INTER perder para um Bragantino já rebaixado.
Eu lembro de ver o INTER perder para o Ypiranga de Erechim e ficar de fora da final do Gauchão.
Eu lembro de ver o INTER perder o Gauchão para o Juventude no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER perder uma semifinal de Copa do Brasil por 0 x 4 no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER vender ingressos a R$ 1,00 e apagar as luzes do Beira-Rio para permanecer na 1ª Divisão.
Eu lembro de ver patrolas da Prefeitura derrubando cercas no Beira-Rio.
Eu lembro de ver um Presidente abrindo um cofre e contando moedas no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER mandar o Dunga embora de uma forma que me envergonha até hoje.
Eu lembro de ver o INTER ficar mais de três anos sem ganhar gre-NAL.
Eu lembro de ver o INTER precisar ganhar um jogo fora e depender de quatro resultados paralelos para não ser rebaixado.
Eu lembro de achar que o mais difícil não eram os resultados paralelos, mas o INTER vencer.
Eu lembro de tudo isso porque me lembro da chacota dos rivais e da dor que, calado, eu tinha que suportar.
Eu lembro que até o nome do meu time era motivo de deboche.
Mas eu vi e vivi isso tudo e me tornei ainda mais forte.
Eu lembro de ver o INTER ganhar um gre-NAL na casa do adversário depois de anos de humilhação.
Eu lembro de ver o INTER ser humilde e de disputar um Gauchão como uma Copa do Mundo, valorizando cada vitória no interior.
Eu lembro de ver o INTER voltar às competições internacionais.
Eu lembro de ter valorizado um jogo contra o Junior de Barranquilla como se fosse o Mundial de Clubes FIFA.
Eu lembro de ver o INTER disputar e vencer o Campeonato Brasileiro de 2005.
Eu lembro de ver Tinga sofrer pênalti no Pacaembu.
Eu ainda sinto, todo santo dia, a dor pela roubalheira de Sweiter e Márcio Rezende de Freitas.
Eu lembro de ver o INTER desistir de uma ação judicial por ameaças da CBF e da Conmebol.
Eu lembro de ver o INTER voltar à Libertadores 17 anos depois.
Eu lembro de ver o INTER vencer no Uruguai com um golaço do Rentería.
Eu lembro de ter chorado quando o INTER fez um gol na altitude de Quito.
Eu lembro da defesa do Clemer no último lance contra a LDU.
Eu lembro de ter exorcizado o fantasma do passado na semi-final contra o Libertad.
Eu lembro de ver Sóbis e alguns mil colorados calarem 70 mil no Morumbi.
Eu lembro de ver Fernandão se atirar no chão e estufar as redes no Beira-Rio.
Eu lembro de ver Tinga ser expulso por fidelidade a Deus.
Eu lembro de ver Clemer defender uma bola no ângulo aos 45 do segundo tempo.
Eu lembro de ver o INTER CAMPEÃO DA LIBERTADORES e de cair exausto, aos prantos, no cimento gelado e molhado do Beira-Rio.
Eu lembro de ver Fernandão erguendo a taça.
Eu lembro de ver Sóbis carregar uma bandeira gigante no Beira-Rio e de chorar sentado no gramado.
Eu lembro de ver o Pato acabando com um jogo no Palestra Itália.
Eu lembro de ver o INTER embarcar rumo ao Japão, numa manhã quente de dezembro.
Eu lembro de ver o INTER no Jornal Nacional, com reportagens de Marcos Uchôa.
Eu lembro de ver o INTER treinando com roupas de inverno, luvas e toucas ninja.
Eu lembro de ver o INTER vencer o Campeão Africano em Tóquio.
Eu lembro de ver o INTER entrando todo de branco em Yokohama.
Eu lembro de ver o INTER perfilado junto ao Barcelona.
Eu lembro de ver o INTER forte, aguerrido, bravo e repleto de virtudes.
Eu lembro de ver Fernandão dando carrinhos dentro da área de defesa.
Eu lembro de ver Ceará não deixando Ronaldinho respirar.
Eu lembro de ver o Índio deitado no gramado com o nariz sangrando.
Eu lembro de ver Iarley puxando um contra-ataque mortal.
Eu lembro de ver o INTER fazer 1 x 0 no Barcelona.
Eu lembro de ver Clemer defender uma bola no ângulo chutada por Deco.
Eu lembro de ver todos os colorados do mundo tirando com os olhos o chute de Ronaldinho na cobrança de falta.
Eu lembro de ver o INTER CAMPEÃO DO MUNDO.
Eu lembro de ver Fernandão levantando a taça FIFA.
Eu lembro de ver o INTER sobrevoar Porto Alegre e ver o Beira-Rio lotado à sua espera.
Eu lembro de ver as ruas lotadas de colorados.
Eu lembro de ver o INTER retornar triunfante ao Beira-Rio.
Eu lembro de ter chorado muito de alegria naquela tarde.
Eu lembro de ver o placar do Beira-Rio: INTER 1 x 0 Barcelona.
Eu lembro de ver o INTER conquistar a TRÍPLICE COROA.
Hoje, faz um ano que a vida de todos os colorados começou a mudar.
Na verdade, essa mudança começou antes, mas seu marco deu-se em 16 de agosto de 2006.
Quando lembro desse dia, lembro-me de todo o sofrimento do passado e choro.
Choro por que segui firme, choro porque fui fiel.
Choro porque nada pode nos separar do INTER e, mesmo que não viessem as grandes conquistas, o INTER para sempre iríamos amar.
Parabéns, INTER! Parabéns, COLORADOS! Feliz Aniversário de 1 ano! 1 ano de vida nova! Feliz Aniversário a todos!

domingo, 5 de agosto de 2007

Idéias aleatórias

  • O dia deveria ter mais de 24 horas, definitivamente.
  • Cada vez que eu modifico o hardware do meu micro eu enfrento algum tipo de problema. Dá vontade de jogar tudo fora e comprar tudo novo. Se eu tivesse dinheiro eu faria isso.
  • Meu pai andou 1500 quilômetros de moto nesse fim-de-semana. Vai gostar de moto assim lá na...
  • Começou o mês das formaturas. One down, two to go!
  • Fotolog é uma coisa que é legal quando é criado, mas não tem muita graça de atualizar. O bom de ter uma conta é que dá para comentar o fotolog dos amigos.
  • Tem alguma coisa me fazendo muita falta, mas eu não consigo descobrir o quê. E não é um carro.
  • Saudades do verão. De lavar a moto e sair andando por aí num sábado de sol, sozinho ou acompanhado.
  • Segunda rodada da primeira divisão do campeonato brasileiro com derrota de todos os times gaúchos.
  • Criando expectativas de uma coisa que não vai me levar a lugar nenhum. Como de costume.
  • Teias de aranha do livejournal parcialmente removidas.
  • Finalmente estou usando o visual nativo do Windows XP. O milagre? O tema do Zune.
Era isso...

De filho pra pai

Algumas coisas são feitas sem pensar muito. Algumas em bons momentos, e os resultados ficam guardados para sempre. Outras em maus momentos, e o resultados também ficam guardados para sempre. De uma maneira negativa, mas ficam.

Sexta-feira, 13 de julho. Meu pai me liga por volta de 15:30 me informando que roubaram a frente do rádio do carro, que estava no porta-luvas. O carro estava na garagem. Na mesma sexta-feira, por volta de 17:30, meu chefe me informa que a empresa fechou uma venda na qual eu estava trabalhando. Essa sexta-feira 13 pregou uma peça. Era eu extremamente feliz, e meu pai extremamente triste.

Quando cheguei em casa à noite, encontrei ele no mau-humor propício à situação: "Eu vou vender o carro, eu não preciso de carro, eu tenho a moto, eu só uso o carro para ir ao supermercado, eu vou vender o carro, só incomoda, eu vou vender o carro, blá blá blá."

Sábado pela manhã ele tinha um evento que iria ocupar toda a manhã e parte da tarde. Me deu 50 reais e pediu que eu o levasse até o evento, trocasse a ventarola (quebrada pelo vagabundo para abrir a porta do carro) e desse uma limpada no carro. Minha manhã de sábado parecia perfeita.

Acordei por volta de 7:20. Chegamos no local do evento 7:45. Meu pai com cara de poucos amigos, olhando para os cacos de vidro no tapete e para a ventarola quebrada. Oito horas da manhã, as lojas da Azenha estavam abrindo e lá estava eu entrando na Tarumã para colocar a tal da ventarola. Lá se foram 45 reais e sobraram 5 para lavar o carro.

Aproximadamente 1 hora depois eu estava saindo da loja 45 reais mais pobre e com uma ventarola completamente suja, mas sem aquele buraco no carro. Rumo? DuSom, loja de aparelhos de som automotivos e alarmes onde sempre fazemos esse tipo de serviço. Questiono o Eduardo, dono da loja, sobre aparelhos de som com mp3 que tenham um custo-benefício razoável.

- Eu tenho esse JVC aqui, custa R$ 395.
- Vem com controle remoto?
- Não.
- Mas ele aceita controle remoto?
- Peraí, deixa eu ver... sim, ele aceita controle remoto.
- Onde eu consigo o controle remoto?
- Eu tenho alguns sobrando.
- Eduardo, o vagabundo não chegou a tirar o rádio, quando ele voltou para fazer isso chegou a polícia, a fiação está pronta, quanto tempo tu acha que leva para tirar um e colocar o outro?
- Uns 30 minutos.
- E quando tu pode fazer isso?
- Agora.
- Coloca.

Por volta de 10:30 eu chego em casa. Havia passado na lavagem, mas estava fechada. Como não queria procurar por uma lavagem que eu não conhecesse, fui lavar o carro em casa. E caprichei. Com direito a aspirador e Jimo Silicone no painel.

13:30 meu pai liga e pede para que eu vá buscá-lo. Droga, não deu tempo de gravar o CD de mp3. Saio assim mesmo e chegando próximo ao local retiro a frente do rádio. Ele entra no carro e fica olhando para o pedaço de vidro colocado. Eu faço o balão na Oscar Pereira e digo: "Vamos colocar uma musiquinha!".

A cara do meu pai quando eu coloco a frente do rádio foi impagável. Olhou pro lado, disse que não era por aí, que eu não tinha que fazer esse tipo de coisa e blá blá blá. Resultado? Voltou a ficar contente e não quer mais vender o carro. Foi um presente de pai pra filho. Ou vice-versa, tanto faz.

sábado, 30 de junho de 2007

Gigante

Fantástico. Incrível. Emocionante. Embasbacante. Exuberante. Gigante. E lindo.

Eu adoro futebol, e não escondo isso. Apesar de não saber jogar eu gosto de assistir, comentar e acompanhar bastidores, e essa paixão vem desde pequeno. Papai era torcedor do Inter, mamãe torcia pro time do papai e é óbvio que papai ficaria aborrecido de ter um filhinho que tivesse simpatia por algum time rival. Ou seja, eu, o filhinho, tive total liberdade para escolher ser colorado.

Nos inícios dos anos 90 meu pai ia a alguns jogos e me levava junto. Aquele negócio de pai parceiro que leva o filho pra ir pro jogo. Eu não entendia muita coisa, não era a minha maior diversão. Depois veio uma mudança para uma zona que ficava longe do estádio. Como não tínhamos carro na época e o orçamento era curto, não sobrava tempo para diversões futebolísticas. O dinheirinho que sobrava no fim do mês realizava outros tipos de sonhos. Um freezer, um armário na cozinha, uma mesa de jantar, uma escada (e quem não tem uma escada sabe a falta que uma faz), um conjunto de sofás, uma antena parabólica, um carro, uma estante e algumas outras coisinhas. Foram vitórias sendo conquistadas aos poucos em uma casa situada no Campo da Tuca, uma vila próxima da Volta da Cobra. Ou seja, quem não tinha estes itens citados acima dentro de casa, não podia se dar ao luxo de sustentar uma paixão por um time de futebol. Ir ao estádio assistir um jogo deixou de ser esporádico para ser raro. E a vontade de acompanhar os jogos também diminuiu.

Em 2003 o mesmo paizão citado anteriormente resolveu ver como andavam as pendências monetárias com o clube. Ganhou uma anistia, as dívidas foram zeradas e voltamos a freqüentar o estádio. O Internacional quase caiu para a segunda divisão e estávamos lá, torcendo. Era a volta à torcida do Inter. Assistir aos jogos deixou de ser raro para ser habitual.

Se você que está lendo isso nunca entrou em um estádio de futebol, eu recomendo. Pode ser qualquer jogo. Pode ser até a Seleção da Nestlé x Empacotadores do Zaffari. Quando se entra em um estádio pela primeira vez a sensação é indescritível. Sinto falta desta sensação, pois quando se vai à todos os jogos isso é perdido. É a mesma coisa que visitar o Cristo Redentor. Nunca fui, mas deve ser incrível para quem vai pela primeira vez, enquanto é banal para o guia turístico que vai lá todos os dias.

Domingo, dia de Gre-Nal. Minha irmã é contemplada com um ingresso para o filme O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Entram em contato e combinam a entrega do ingresso para sexta-feira, 13:30. Junto com a entrega do ingresso, uma visita ao campo. "Eu vou de penetra."

O Beira-Rio é um cubículo. O Gigante lá de dentro parece menor que o Gigantinho. Um grito lá de dentro ecoa dentro do estádio. O gol então é minúsculo. A distância do meio campo até o gol é uma questão de passos. E o gramado é lindo. Fico imaginando como é entrar lá com um coro de 50 mil vozes vindas das arquibancadas. Uma pessoa dentro do campo consegue se comunicar perfeitamente com alguém na arquibancada. Imagina só 50 mil vozes...

No fim, dos vinte torcedores contemplados, apenas a minha irmã compareceu. Destes 20, alguns são do interior e receberão o ingresso por correio. Cinco haviam confirmado presença. E apenas a minha irmã compareceu. Resultado? Ao invés de um ingresso, ganhamos três. Mas o ingresso certamente não foi o ponto forte da visita.

Quer saber qual a sensação de um torcedor ao pisar em um gramado? Sabe quando é natal, e você desembrulha aquele presente que esperou o ano inteiro? Sabe quando no final do ano você passa por média na matéria que você achava que ia pegar recuperação? Sabe quando você está na cama e recebe um beijo de boa noite da mamãe? É algo parecido com isso. A gente rala dias, meses, anos pra ter dias como esse. E eles valem cada minuto. Eles merecem ser vividos. Eles fazem a gente se sentir como uma criança de novo.

Eu nunca me esquecerei
dos dias que passei
contigo Inter!

Colorado é coração
trago amor e paixão
pra sempre Inter!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mudanças na rotina

Pois é. Em fevereiro aconteceu uma mudança meio drástica em uma rotina à qual eu já estava acostumado. A formatura? O "fim" das aulas? Não. A carga horária de trabalho.

Não faz tanta diferença no ambiente de trabalho. Quando tem coisas pra fazer, oito horas passam rapidinho. Mas se somar isso com a faculdade, o resultado é que o dia fica mais curto. Me matriculei em uma cadeira para antecipar créditos do mestrado. Não sei ao certo se foi porque eu realmente tinha vontade de fazer mestrado, porque eu não queria perder os benefícios de estudante ou porque eu não queria perder o vínculo com o instituto (aqui entenda-se colegas). A questão é que a rotina ficou cansativa. Muito cansativa.

As aulas estavam no horário de terças e quintas pela manhã. Isso fazia com que, eu trabalhasse até às 19h de segunda à quinta, trabalhando nove horas e meia às segundas e quartas. Acabei matando uma aula. Uma só, que foi dada pelo professor substituto. E a outra, também dada pelo professor substituto, porque só fui informado desta aula na quarta-feira anterior, e não teria tempo de compensar as horas. E a outra, onde o professor deu tarefas novas. E todas as outras que foram dadas.

Resultado? Abandonei a faculdade, pelo a menos por enquanto. Talvez daqui a uns dois ou três anos eu volte a pensar em fazer alguma coisa. Não considero impossível fazer um mestrado junto com uma carga horária de trabalho normal. Apenas não é essa a prioridade no momento.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

NDI-FFC

Até este campeonato eu considerava o glorioso NDI-FFC o melhor time do mundo. Até este campeonato.

Não que o time não esteja bem, muito pelo contrário. Mas há alguns fatores extra-campo que deixam o time um pouco vulnerável.

  • Disputa pela artilharia. Na tentativa de disputar pela artilharia do time e conseqüentemente por uma vaga na "banheira" apenas esperando a bola chegar, o vice-artilheiro marcou um gol contra. Não vale, né?
  • Disputas individuais entre jogadores. Há alguns reservas que estão difamando a imagem dos jogadores titulares. Tudo por uma vaga no time. Circularam inclusive boatos de que o goleiro havia participado de uma festa na noite anterior. Pode isso? Obviamente não.
  • Falta de apoio da direção. Não existe entrosamento entre os jogadores, eles mal se conhecem. E a direção não faz absolutamente NADA!
  • Alguns jogadores são verdadeiras MULHERES dentro do campo. Não irei citar nomes.
  • Salto-alto. Em duas partidas o time entrou em campo com 100% dos jogadores já graduados, que acharam que apenas por esta razão a partida já estava ganha.
  • Problemas com o técnico. Alguns jogadores estão se poupando em campo apenas para causar a demissão do treinador.
  • Escândalos com a arbitragem. O time vem sendo ROUBADO jogo após jogo e a direção é omissa.
  • Falso moralismo dentro do gramado. Os jogadores tentam mostrar para a torcida que está tudo bem quando não está, através dos gritos de guerra.
  • Problemas de vestiário. O atacante coloca a culpa no zagueiro. O zagueiro coloca a culpa no lateral direito. O lateral direito coloca a culpa no meio-campo. O meio-campo coloca a culpa no volante. O volante coloca a culpa no lateral esquerdo. O lateral esquerdo coloca a culpa o goleiro. E o goleiro coloca a culpa no atacante. Não dá!
  • Jogadores no exterior. Ainda não terminou o tempo de empréstimo dos jogadores que estão atuando fora do país.
  • Falta de decisão do treinador. O time muda a escalação com uma freqüência muito alta.

Resumindo. O glorioso NDI-FFC passa por um período de dificuldades, e precisará mais do que nunca do apoio da torcida. Você que torce para o time, consulte nossos representantes e associe-se. Contribua com as mensalidades e assista de cadeira os próximos jogos, com acesso irrestrito à todos os setores do estádio.

Apesar dos resultados negativos, a presença do time está garantida no próximo campeonado, a não ser que o clube vá à falência. TORCEDOR, CONTAMOS COM O SEU APOIO!

Site oficial: http://groups.google.com/group/ndi-ffc.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

GOOOOOOL!!!

Placar atual: Carlos 2 x 1 Luciana.

Sabe aquelas coisas que passam e tu diz "droga"? Pois é. Saindo da CCMQ para o Shopping Iguatemi. Qual é o caminho mais rápido para quem está na Osvaldo Aranha? Fácil. Segue reto, Faz o balão para pegar a Lucas de Oliveira, atravessar a Protásio e seguir feliz pela combinação Nilópolis/Nilo.

O que o esperto aqui não fez? Se dar conta disso, obviamente. Pegou o caminho que sempre pega quando sai de casa. Só que eu fiz uma volta muito maior. Da Osvaldo eu peguei a Ramiro, a Ipiranga e a 3ª Perimetral. Legal, né?

Andar devagar não é a minha preferência. Resultado? Outra multa, só que desta vez por excesso de velocidade. Levar multa por ser burro e pegar o caminho mais difícil? DARWIN AWARDS, AÍ VOU EU!

domingo, 13 de maio de 2007

Random

  • Dia das mães;
  • Um parabéns especial para a minha mamãe;
  • Um parabéns especial para a mamãe da minha irmã;
  • Um parabéns especial para todas as outras mamães (todas mesmo);
  • Fui em um teatro sexta, pela primeira vez nesta década;
  • Formatei meu celular;
  • Ainda não descobri o dono do endereço MAC que tenta se conectar na minha rede;
  • Domingo chuvoso: o dia ideal para fazer alguma coisa que eu não tive idéia de fazer (logo, meu domingo não foi o mais legal possível);
  • Semana sem aulas = Início de academia?
  • Teclado novo, mouse novo e carteira vazia;
  • Fui no Burger King, mas não conta;
  • Tirando teias do LJ;
  • Trabalho dando mais trabalho;
  • Mestrado ainda como prioridade, mas perdendo força (será que compensa?);
  • A meta maior para este ano continua sendo um carro;
  • O Buster já não é mais aquele "filhotinho" e está completamente adaptado;
  • All work and no play makes Jack a dull boy.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

pra, pri, pro...

Rocca:
acho que foi com a imagem
não sei ao certo
pergunta pra pri ou pro mairo
Melissa:
tá bom
Rocca:
pra pri pro pre pru
:D
Melissa:
hehehe

Oportunidades

Porque eu perco oportunidades raras? Porque eu não consegui falar nada? Porque não veio nada na cabeça? Porque só depois que eu perdi a chance eu penso no que eu deveria ter dito? Droga. Era só pedir o telefone. Só. De qualquer forma, sem muitas culpas. Foi um lance rápido, o semáforo abriu logo e era isso. Better luck next time.

Peguei um engarrafamento na Carlos Gomes. Completamente trancado. Indo em direção norte-sul, ao lado da parada antes da Nilo Peçanha, o trânsito estava trancado nas duas pistas da esquerda. Apenas uma pista liberada. Motivo? Uma moto caída e um corpo de motoqueiro estendido no chão. Ao lado do capacete (que ainda não havia sido removido), uma poça de sangue. Nem ambulância tinha (nem havia necessidade). No caminho de volta, fiquei imaginando se ele sabia que era a última volta da vida dele. Se a culpa foi dele ou se foi algum carro roubado em fuga que provocou a fatalidade. Sim, eu passei ao lado dele de moto.

domingo, 22 de abril de 2007

Good news

É lógico que a família inteira ficou chateada com a ida do Kid para o "paraíso dos cães", mas não há nada para ser feito. Meu padrinho em especial gostava demais dele.

Sexta-feira, ele esteve aqui me perguntando como aceitaríamos um novo cachorro. Disse que eu ia pensar a respeito e daria uma resposta para ele quando eu a tivesse. Sábado eu liguei e dei o sinal verde. E ele nos deu um cachororo.

Chegamos no local e um boxer veio ao portão. Já veio pedindo por carinho, mesmo sem o dono por perto. O nome dele? Buster. Era o pai da ninhada da qual eu teria a árdua tarefa de escolher um.

Escolher um cachorro é uma tarefa difícil. Não é um objeto que está sendo escolhido. Não é algo que é só pegar o menos arranhado ou o menos amassado. É um futuro amigo, um animalzinho que vai desenvolver sentimentos por ti e estes sentimentos serão recíprocos. Aí eu olho para aqueles filhotes e penso qual deles tem uma afinidade. Difícil essa.

Teve um que chamou a atenção logo de início. Acho que eu fui com a cara dele. Teve também um tigrado que eu achei muito bonito. E agora, qual dos dois? Coloquei os dois no chão e chamei os dois. O tigrado foi pro outro lado. E o ______ veio em minha direção.

E o nome? Não havia cadelas lá. Se fosse cadela, iria se chamar Sara. Mas e cachorro? Simplesmente não havia um nome definido. Kid? Iria parecer que estávamos substituindo uma peça defeituosa. Não. Conheci o pai dele, foi o cachorro que me recepcionou no portão. Esse filhote vai se chamar Buster, como o pai.

Cheguei em casa e disse para o meu pai que eu tinha um presente pra ele? O presente? Entreguei a carteirinha de vacinação, enquanto o cachorro ficava escondido no pátio da frente. As lágrimas nos olhos dele foram impagáveis.

E vai começar tudo de novo. Talvez seja burrice, começar tudo isso sabendo que o final vai ser triste. Mas os bons momentos com certeza superam isso.

De resto? Festa no sábado. Eu fiquei muito bêbado. MUITO. E deixo registrado um pedido de desculpas à todos que tiveram que agüentar um bêbado chato.

Hoje? Show do Wonkavision no aniversário do Alpha. Muito bom.

4-in-a-row!

P.S.: A foto do Buster pode ser vista aqui. Welcome to the family, Buster!

terça-feira, 17 de abril de 2007

Bad news

Pois é. Eu tinha comentado aqui que o meu cachorro teve uma infecção urinária e não falei mais sobre o assunto. Bom, ele entrou em um período de recuperação e teve outra crise no Carnaval. Acharam mais um cálculo, mas desta vez não precisou ser operado.

Após isso, parece que ele perdeu um pouco a flexibilidade dos movimentos das pernas de trás. Elas pareciam um pouco tortas no caminhar e ele não conseguia mais pular, mas continuava caminhando. A veterinária receitou uma ração própria para isso, e 2 Kg de comida, o suficiente para uma semana, custavam em torno de R$ 40. Bom, ele é nosso cachorro e é nosso dever cuidar dele. E ele melhorou!

Porém, sexta-feira foi o último dia em que ele movimentou as pernas de trás. Sábado ele acordou com elas paralisadas. Foi para o veterinário, tomou uma injeção e a veterinária ainda tinha "esperança". Segundo ela, era um disco da coluna que poderia ter saído fora do lugar, ou algo assim (eu não sou veterinário). O que quer que seja, não voltou para o lugar.

Pra quem não conhece o Kid, ele é grande, forte. Uns 28 Kg de pelo. Depois que passou por estes problemas, deve ter caído para uns 25 Kg, o que ainda assim é um peso bem grande para se arrastar de um lado para o outro. Claro que ele ganhava colo grande parte das vezes, mas ele ainda tentava caminhar por conta própria, e hoje começaram a aparecer feridas nas patas em função do atrito com o chão.

Foi novamente para a veterinária, que desta vez falou que não tinha mais esperanças, que tudo só tendia a piorar. Era condenar o cachorro a viver em sofrimento ou sacrificar. E a segunda opção foi a adotada.

E eu vou sentir saudades...

...do teu focinho molhado.
...de quando eu tava de mal com a vida e tu sentava do meu lado.
...de quando eu jogava bolinhas longe e tu trazia de volta.
...das nossas corridas na beira da praia.
...de quando eu te chamava pro banho e tu fazia de conta que não era contigo.
...das nossas brincadeiras no chão.
...das brincadeiras de pega-pega.
...do jeito que tu caminhava de lado quando eu chegava em casa.
...do teu ódio mortal por gatos.
...da tua carinha de culpa quando fazia alguma coisa errada.
...do jeito sempre manso.
...daquele olhar em curva pela mesa nos dias de churrasco.
...dos teus lindos saltos.
...das brincadeiras com a toalha depois do banho (tu alcançava 1,80m).
...do jeito que tu sabia ficar quieto quando eu não queria falar com ninguém.
...dos peidos dentro do carro nas viagens.
...das sacudidas durante o banho, garantindo que eu nunca saísse seco.
...do jeito que tu arranhava o portão na hora de ir passear.
...de te chamar de "desbolado".
...de te colocar dentro do armário.
...de quando tu subia na prateleira para, no inverno, pegar o primeiro sol da manhã.
...dos teus latidos.
...daquela cara que se apoiava na minha janela quando eu a abria, todos os dias de manhã.
...de te ver comendo banana, uva, manga, melancia, mamão, tomate e outras coisas bizarras que cachorros normalmente não comem.
...das tuas paradas para "pastar" durante os passeios.
...dos teus latidos quando chegava visita nova.
...dos teus dentes tortos.
...de te dar colo, mesmo não sendo uma tarefa das mais fáceis.
...do teu medo indescritível da lona preta.
...do jeito que tu empacava na esquina na hora de voltar pra casa.
...de quando tu subia no balcão para espiar a casa do vizinho.
...da vez que tu quebrou a sinaleira do carro porque um gato se escondeu no motor.
...de todas as vezes que tu movimentou a mesa durante o churrasco, simplesmente porque ali era onde tu achava certo passar.
...da cabeça abaixo do braço esperando ganhar um pedaço de carne.
...do corpo tigrado com patas brancas.
...dos banhos de mar contra a vontade.
...daquele bicho se esfregando na grama com a barriga pra cima.
...daquela cabeça desaparecendo do retrovisor quando eu fazia uma curva.
...do amigo mais cachorro que eu já tive.

Kid
27/02/1997 - 17/04/2007

domingo, 15 de abril de 2007

3-in-a-row

Sério, meus fins-de-semana não são marcados por serem o extremo da diversão. Eles são legais por serem aquele descanso entre uma semana e outra, mas não são obrigatoriamente divertidos. Mas o três últimos foram fantásticos!

O primeiro deles foi o TrucoNight lá na casa do Abel, saindo para beber cerveja em um postinho de gasolina. No outro, a Fórmula Truck, que já ganhou um post. E nesse:
  • Eu nunca tinha conversado com um estrangeiro. Ontem, conversei com dois (e um deles era o Maddog).
  • O FISL tava muito bom. Eu simplesmente me nego a acreditar que eu perdi as outras sete edições.
  • O povo dos outros estados/países parava para nos ver jogando truco bem no meio do fórum (Bruna, Vitório, Julio e eu). E tiravam fotos!
  • Joguei Imagem & Ação pela primeira vez. E pela segunda vez. E terceira. Muito divertido.
  • Mentira tem perna curta.
  • Quando o Alpha prendeu o cabelo no ventilador, assustou todo mundo. Quando vimos que não era grave (nem precisou cortar) a gargalhada foi muito grande. Espero que a dona do apartamento não seja multada.
  • Meu nome está escrito no livrinho do FISL.
  • "Gostosa!"
  • "Tô indo ali na casa da minha namorada."
  • A Lima & Silva é um ótimo lugar para reunir amigos, mas um péssimo lugar para dirigir. Especialmente à noite e em fins de semana.
  • Entreguei o resumo de um artigo de Redes de Banda Larga. A idéia de abandonar os estudos deu uma enfraquecida.
  • Eu tenho uma camiseta do Javali! Obrigdo, Bruna!
  • Eu criei uma conta no Fotolog. Eu tenho mais fotos do que paciência para atualizar, então quem quiser acompanhar pode fazer isso através do feed.
  • Amigos novos. ^^
  • 4-in-a-row?

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Problema de tráfego?

Fala sério, Google. Bloquear meus anexos porque eu usei de forma "não usual" o meu e-mail nas últimas 24 horas? Defina esta forma não usual, por favor. Talvez eu deva criar um horário para checar os meus e-mails, certo? Todas as quartas-feiras, das 21:30 às 21:45, que tal?

Não, eu não uso Gmail Drive e GreaseMonkey. Apenas o FasterFox. É esse o problema?

É nessas horas que eu percebo a diferença entre um serviço sustentado por anúncios e um serviço pago...

Fórmula Truck do poder!

Plano original: Sábado à noite, o pessoal que está a fim de ir (Thiago, Abel, Dalila e eu) sairá junto e passará a noite lá bebendo e falando besteira. Sem logística de transporte e acomodação definida, tudo que iremos levar é uma lona, uma churrasqueira e algumas cadeiras, por enquanto.

Devido ao imenso número de interessados em ir comigo para o Racha Tarumã (realmente diversas pessoas se interessaram) e devido ao imenso número de desistências (ninguém foi), não convidei ninguém, apenas disse que ia. Como o Thiago e o Abel já tinham dito que queriam ir, foi fácil de planejar. Já a Dalila demonstrou interesse em ir quando eu falei.

Sexta-feira (06/04):

Saí de casa por volta de 16:20 para ir ao autódromo ver o treino livre, que começava 17:00. Ver os caminhões saindo dos boxes já deu a entender de que a corrida seria bem legal, como de fato foi. Já tinha gente acampando lá para assistir a corrida, e eu perguntei para um cara aleatório se ele ia sempre lá e se sábado de noite era fácil conseguir um lugar bom. O rapaz foi bem simpático em não rir da minha cara, mas disse que sábado ao meio-dia os melhores lugares já estariam todos ocupados.

Plano B: Irei levar a barraca, passar a noite lá e o plano para amanhã continua o mesmo. A logística de transporte continua indefinida. Sábado à tarde meu pai irá me visitar para ficar cuidando da barraca enquanto eu volto para casa.

Por volta de 21:30, com o kit acampamento pronto, peguei a moto e saí. O Roccão foi junto para levar as coisas (barraca, colchonetes, travesseiro, cobertor, etc.) no carro. Por volta de 23:30, a barraca já estava montada e o Roccão foi embora. A noite foi tranqüila e descobri que acampar na terra é muito pior do que acampar na grama. Como lá não tinha grama, não teve outro jeito.

Sábado (07/04):

Acordo por volta de 08:30 e subo até o restaurante para tomar um café (um sanduíche americano + achocolatado). Como à noite eu não havia notado os buracos na cerca, fiz toda a volta para chegar ao restaurante. Mas acho que mesmo notando o buraco, eu teria feito toda a volta mesmo assim. Eu explico: Como lá é uma área privada, não é possível multar alguém por alguma infração de trânsito. Ou seja, ninguém é multado por estacionar em local proibido, exceder o limite de velocidade, fazer manobras arriscadas ou, no meu caso, andar sem capacete. E andar sem capacete é muito bom. "Tomei" o "café-da-manhã" sentado na arquibancada assistindo o primeiro treino livre de sábado, junto com outras caras sonolentas ao meu lado.

Pouco depois disso meu pai me liga avisando que iria levar a churrasqueira e assar uma carne comigo ao meio-dia. Como seriam só nós dois, não achei a idéia muito razoável. Mal sabia eu que esta seria a melhor idéia dele durante o fim-de-semana...

Ele chega por volta de 11:15 levando lonas (pequenas), cadeiras, uma mesa, a churrasqueira, isopor (com cerveja gelada) e todos os apetrechos necessários para um churrasco. Ficamos comendo carne até umas 13:30. Nesse momento a logística de carros se definiu. Era o Plano C. O Abel e o Thiago ganhariam carona de terceiros, a Dalila iria comigo de moto e o meu pai passaria a noite lá. Teríamos som, um carro para colocar as coisas dentro e uma churrasqueira pronta para a diversão.

Continuando, por volta de 14:30 eu volto para casa, tomo um banho, descanso um pouco e 18:00 saio para voltar ao Autódromo, dando carona para a Dalila. Cheguei lá e o meu pai saiu com o carro para buscar mais carne, um aparelho de som, uma lona maior e outras firulas. Abel e Thiago chegam quando a chuva estava começando e os lugares abaixo da lona eram poucos. A água atrapalhava e a noite prometia ser péssima. Quando o Roccão voltou com a lona maior, tudo ficou mais divertido. Parou de cair água nas nossas cabeças e tínhamos espaço de sobra para sentar e conversar. Outro churrasco e o meu pai decide mudar os planos e dormir em casa (se você perdeu as contas, Plano D). O carro fica lá (ele estava segurando a lona) e ele pega a moto emprestada.

Domingo (08/04):

Começa com o pessoal indo dormir no banco do carro. Abel e Thiago desistem de dormir e passam a noite conversando. Eu, como tinha a barraca e estava cansado, não hesitei em ir dormir.

Por volta de 06:30 eu acordo e vou para o desjejum (que eu já sei que não será um "café-da-manhã"). O sanduíche americano é substituído por um pastel que eu não havia visto no dia anterior. Por volta de 07:00 chega o Roccão, por volta de 08:00 chegam os amigos do Roccão e 09:30 a carne já está no fogo e a primeira caipirinha já estava preparada. Até 13:00 continuamos persistindo na árdua tarefa de comer, beber e dar risada. Antes mesmo de a corrida começar, a barraca já estava desmontada, visando facilitar a saída após o encerramento da corrida. Quando terminada, uma hora ajuntando tudo até ir embora. Um tempo relativamente bom pela estrutura montada. E por incrível que pareça, a diversão maior nem foi a corrida, e sim todo o resto. A corrida apenas serviu para encerrar com chave de ouro um excelente programa para o fim de semana. E em breve eu vou escolher um novo papel de parede, no meio das quase 200 fotos.

Coisas que deram certo:
  • Know-how adquirido. O próximo desses vai ser bem melhor.
  • Adoro acampar.
  • O Plano D funcionou.
Coisas que deram errado:
  • A lona que tínhamos em casa é pequena, e não serve para esse tipo de coisa.
  • Viamão = 220 volts. Não chegamos a queimar a lâmpada, mas vimos que ela não ia agüentar muito tempo. A primeira noite foi no escurinho.
  • A idéia de passar a noite acordado é bem interessante, mas deixa o cara cansado. Idéias de passar a noite lá conversando sem local para dormir serão descartadas automaticamente depois dessa indiada.
  • Os banheiros. Eram daqueles pipi-anti-ecológico, que assustam quando entramos. Isso durante o dia. À noite, qualquer canto escuro pode ser usado como banheiro.
  • Quando eu planejo as coisas, nem Plano B resolve. Nem mesmo Plano C. Com o Rocca, o Plano D é que funciona.
Know-how:
  • Não encontrei chuveiros, mas acredito que não existam chuveiros usáveis por lá. Ficar lá por dois dias consecutivos, nem pensar.
  • Em corridas como a F-Truck e a Stock Car, é necessário ir para lá cedo para pegar lugar. Final da tarde / início de noite de sexta é a opção mais lógica.
  • Lá faz frio durante a noite.
E era isso. Não sei quando é a Stock Car, mas estou bem disposto a encarar.

sábado, 24 de março de 2007

Meu pai é muito massa

Contexto: na volta do serviço pra casa, de moto, ao meio-dia, fui abrir a viseira e a peça que deixa ela presa no capacete saiu voando pela Bento Gonçalves. Lógico que a peça só caiu devido à minha extrema coordenação motora em segurar o capacete sem deixá-lo cair nas mais diversas situações. Conclusão da história: preciso comprar um capacete novo.

Aí meu brilhante e querido pai liga para a lojinha de motos da Azenha e descobre que existe um "Kit Reparo" para o meu capacete por R$ 12,70. Dado que o capacete que eu quero comprar custa duzentos e muitos dinheiros, que o meu capacete atual custa cento e poucos dinheiros e que a minha extrema coordenação motora não combina com nenhum dos dois, vale a pena.

Mas o mais legal foi a troca de e-mails que eu tive com ele no decorrer da tarde:

Luiz Rocca (2:43 pm)
E ae meu, conseguiu arrumar o capacete?

Carlos Rocca (2:45 pm)
Sim. Doze reaus!

Luiz Rocca (2:49 pm)
Agora ve se cuida mais, menino que estraga tudo, senão papai vai ficar brabo....

Carlos Rocca (2:52 pm)
Papai poder até ficar brabo, mas como é filinho que pagar as continhas, papai vai ficar brabo bem quietinho.

Por essa e por outras que eu digo: meu pai é muito massa!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Porto Alegre é demais!

O que ocorreu ontem em Porto Alegre foi, na minha opinião, extraordinário. A previsão do tempo, normalmente funciona por dias. Quando muito, períodos (manhã, tarde, noite). Se o serviço de climatologia tivesse acertado a previsão do tempo para ontem, ela seria assim:

08:00 - 09:30: Sol, com algumas nuvens.
09:30 - 10:30: Chuva.
10:30 - 14:00: Sol, com possibilidade de nuvens em áreas isoladas.
14:00 - 16:30: Nublado, com possibilidade de chuva.
16:30 - 17:30: Sol em grande parte da cidade.
17:30 - 18:30: Chuva.
18:30 - 19:30: Céu claro, com algumas nuvens.
19:30 - 22:00: Nublado com possibilidade de chuva.

Pois é. Como se não bastasse as fantásticas quatro estações do dia, agora precisamos de previsão do tempo de hora em hora.

Pensamento idiota do dia

Jogando truco na casa do Abel, chegamos a uma fantástica conclusão.

Na relação entre marido e mulher, pegar no pau é uma coisa má no bom sentido, e boa no mau sentido.

sábado, 17 de março de 2007

Artilheiros

Tá, eu sei que o post é sobre futebol, mas ele é engraçado até para quem odeia o assunto (eu acho).

É sobre um fato no mínimo inusitado: O campeonato gaúcho está em andamento. Até agora, meu time disputou 12 partidas, e fez 12 gols. Uma média fantástica de um gol por partida.

O que isto tem de especial? Vejamos os artilheiros do Internacional no campeonato gaúcho (em ordem por número de gols e alfabética):
Abubakar (1 gol)
Adriano (1 gol)
Alexandre Pato (1 gol)
Ceará (1 gol)
Christian (1 gol)
Fernandão (1 gol)
Gustavo (1 gol)
Jean (1 gol)
João Guilherme (1 gol)
Márcio Mossoró (1 gol)
Martin Carvalho (1 gol)
Wellington (1 gol)

O goleiro ainda não fez gol, acho que é hora de tentar. Se a regra for marcar um gol só na competição, é melhor o técnico não escalar mais estes jogadores que já gastaram o que tinham direito...

domingo, 11 de março de 2007

Piada infame

P: Sabem o que um gênio diz quando chega em Cachoeirinha?

R: Acho que eu passei do aeroporto...

sexta-feira, 9 de março de 2007

Aluno especial

---------- Forwarded message ----------
From: Luciano Paschoal Gaspary
Date: Mar 9, 2007 11:19 AM
Subject: RES: Matrícula de aluno especial
To: Carlos Alberto Rocca

Olá Carlos,

Tua solicitação para cursar Redes de Banda Larga foi aceita.

Até terça-feira!

Luciano.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia Internacional da Mulher

Pois é. Como todo mundo faz, também quero deixar aqui registradas as minhas homenagens a TODAS as mulheres do mundo.

Porque as mulheres lá do Oriente Médio que andam com aquela roupa que cobre todo o corpo, as ascensoristas, as freiras, as jogadoras de futebol, as ciclistas, as garotas de programa, as prostitutas, as lésbicas, as mulheres que sabem dirigir, as mulheres que acham que sabem dirigir, as que não sabem, a minha mãe, a minha irmã, as vendedoras, as mulheres do suporte técnico da BrasilTelecom, da Claro e de todas outras operadoras, as mulheres de tele-venda que me ligam me oferecendo coisas que eu não quero, a mulher que canta na Banda Calypso, as ambulantes, as moradoras de rua, as senadoras, as deputadas, as vereadoras, as mães dos juizes de futebol, as advogadas, as mulheres que gostam de computador, as que não gostam, as que odeiam, as loiras, as ruivas, as morenas, as secretárias, as frentistas, a mãe do Luis Inácio, as dentistas, a profissional do sé-qui-sso, as médicas, as mulheres do RBD, as pagodeiras, as acessoras, a Tati-Quebra-Barraco, as minhas amigas, as não tão amigas, a Cicarelli, a Britney, a Bazzan, as mulheres nerds, as leitoras deste livejournal, as aeromoças e todas as outras mulheres que não foram citadas nesta breve lista merecem uma homenagem nesse dia.

Então, parabéns para todas as mulheres no dia internacional da mulher, mesmo que a gente pense em vocês da mesma forma nos outros 364 dias.

Não, Roberta Close, tu não.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Eu sou um gênio!

Tava ouvindo música (não lembro qual) e aí lá lá lá crrr lácrrlácrrrrrrr.

O som se desligou e não ligou de novo. Brilhantemente, o gênio aqui somou 2 + 2 e descobriu que o fusível poderia ter queimado. Dito e feito. O fusível estava preto!

O gênio aqui foi lá, pegou outro fusível e trocou. O som que saiu? Há! Tec tec tec pufffffff. Com direito à fumacinhas iguais aos que os DêJotas usam nas festas.

Sim, eu sou brilhante. E irônico.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O dia perfeito!

Sim, o dia foi perfeito. Eu me formei, e hoje eu sou um Bacharel em Ciência da Computação.

É incrível, mas faz mais ou menos um ano que eu venho pensando no que eu ia dizer quando chegasse a hora. E é incrível como na hora eu acabei improvisando (quase) tudo.

Quero deixar aqui registrado o meu agradecimento também para todos os que foram na festa, e fizeram a festa, já que infelizmente o número de pessoas presentes esteve muito abaixo do número de pessoas confirmadas.

Agradecimentos:

Priscilla, Paulo e Mairo: mesmo com toda a confusão, conseguimos.

Luciana: temos que aprender a colocar em prática os planos diabólicos.

Carol: obrigado pelas caronas.

Cássia: obrigado por ficar lá tanto tempo.

Rodrigo Machado, Finger, Kassick, Bruna e Carol: obrigado por ficarem até o fim! \o/

Coster: valeu por ter ligado, cara!

Desagradecimentos:

Deixo aqui registrado meu desagradecimento para a Lizan, da Procempa, porque além de não me convidar para a formatura dela, não esteve presente na minha.

(linha removida devido à justificativas razoáveis)

Desculpas:

Peço desculpas se deixei de agradecer à alguém. Se você foi convidado por mim ou estava lá por algum outro convidado, ou não pode ir por algum motivo razoável, obrigado.

Peço desculpas também se alguém se sentiu desconfortável em algum momento. É difícil agradar à todos os gostos, e as coisas algumas vezes não saem bem do jeito que foi planejado.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Piada do dia

Um agente de fiscalização está atravessando a rua, e o sinal de pedestres está fechado.

Aí o agente da EPTC pega e multa o motociclista porque ele não ligou o pisca-pisca antes de dobrar.

Ótima piada, né? Eu ainda não parei de rir. 5 pontos na carteira e R$ 127,69 de multa. Depois agente da EPTC apanha e fica perguntando o motivo.

Placar atual: Carlos 1 x 1 Luciana

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Planos para o futuro

Quando eu crescer eu quero ser Bacharel em Ciência da Computação...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Pra que a pressa, 2007?

Faz um mês que mudamos de ano. Eu lembro como se fosse ontem: a festa, os fogos, a garrafa de espumante...

E 2007 entrou com uma pressa terrível. Assuntos da formatura, detalhes da recepção, da festa. Hoje poderia tranqüilamente ser dia 10, 15 no máximo. Mas não, já é dia 2 de fevereiro. Pra que a pressa, 2007?

Resumo dos fatos recentes:
  • Meu pai viajou para Camboriu, e me deixou cuidando de tudo. Meu cachorro teve cálculo renal e quem precisa levar ele de um canto à outro? Eu, é claro. Mas ele merece umas férias de vez em quando, e eu tenho mais é que ficar feliz por poder dar à ele essas mini-férias.
  • O cachorro foi operado, passou pela anestesia e está bem. Daqui a 4 dias deve receber alta. É só um cachorro? Não, é um amigo.
  • Meus pais estão fazendo 27 anos de casados, e no caso deles parabéns são mais adequados que pêsames. Então parabéns para os dois.
  • Troquei de celular, e para baixar o custo do aparelho migrei para um plano de conta. Não poderia ter feito isso em melhor hora.
  • Oficialmente terminou meu estágio de 30 horas. A partir de agora, 40 horas semanais.
  • A Priscilla e a Bruna se mudaram. Tentei ajudar, mas o armário da Pri ficou um pouco torto, e acabei sendo demitido dessa função.
  • Continuo fazendo gambiarras. E elas têm funcionado.
  • Fiquei com pouco espaço em disco hoje. Hora de deletar algumas coisas...
  • Viagem de carnaval marcada para Guarda do Embaú. É o segundo grande evento do NDI-Indiadas.
  • Não quero mais a função de ficar cuidando da casa, especialmente quando a regra é "paga que depois eu te deposito". Sustentar uma família sai caro.
  • Consegui deixar a maior decepção do ano passado no ano passado. Poucas chances dela se repetir neste ano.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

15 anos

E não é que essa pessoinha está fazendo 15 aninhos?

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida


Feliz aniversário, mana!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Eu odeio

Eu odeio quando eu falo mais do que eu devo. E como odeio.

Talvez um dia eu aprenda...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Boicote

Eu acho uma mega palhaçada o processo da Danirelli Cicaela contra o YouTube. Todos sabem o que aconteceu, e esse é o meu ponto de vista. Se alguém discorda, eu tenho argumentos. Não vou escrevê-los porque não há necessidade.

Como eu não consigo fazer muita coisa sozinho, vou ajudar divulgando esta página: www.boicoteacicarelli.com. E eu removi o canal MTV da minha televisão, até o YouTube voltar ao ar.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Happy new year

It's amazing how a monday can be so significant. It didn't change anything. My job is the same, the temperature is still the same, the weather forecast is the same, not even the president got changed. Life is the same. But changing the six to seven, changing the 12/31 to 01/01 gives a new spirit for going on. And that's great.

Time for new plans. Things that didn't work in 2006 should stay there, and they won't appear this year. For 2007, new things, new accomplishments and and new deceives. NEW! The old ones shall stay there.

And happy 2007 for everybody, including the girl who sent me a message at midnight. It's great having you as a friend, even separated by thousands of miles.

A viagem do ano!

Consegui sair do estado em 2006. Fui com o meu tio para Balneário Camboriu, em Santa Catarina. Está longe de ser a minha praia favorita, mas foi legal viajar e sair um pouco da rotina (e do calor) de Porto Alegre (ou Forno Alegre, se preferirem). Peguei carona na ida e ganhei a passagem de volta. Como eu não estava com vontade de curtir a baratíssima noite de lá, voltei com o mesmo dinheiro que eu tinha na ida. Um pouco mais até.

A viagem de volta merece um parágrafo separado. Eu não consigo dormir em ônibus. E depois de conhecer a Luciana eu invejo muito esta capacidade dela, de conseguir dormir em qualquer lugar. Comprei a passagem para o dia 30, 22:45. O ônibus saiu de Curitiba 19:30, e chegou em Camboriu 22:45. Que pontualidade. Ônibus não é só mais barato do que avião, é também mais pontual. MUITO mais pontual. Minha passagem era comum, isso significa que eu viajaria desconfortável no segundo andar enquanto as pessoas com um poder aquisitivo maior viajariam confortavelmente deitadas no andar de baixo. Isso eu presumo, pois como chinelão convicto, nunca cheguei a conhecer aquela parte do ônibus. Mas o que eu achava que seria uma péssima viagem, foi apenas ruim. E ficou ruim só depois de Araranguá.

Peguei a poltrona 11, que ficava atrás de um reservatório de copinhos d'água. E dava para apoiar os pés no reservatório, o que significa que eu consegui ficar com os pés para cima. E pela primeira vez conheci uma guria legal no ônibus. O único defeito dela é que ela estava indo visitar o namorado em Araranguá. Defeito que não impediu que fossemos conversando até lá, o que rendeu algumas horas de papo. E a conversa foi legal. Fiquei com o msn dela, mas não tenho muitas perspectivas de papo, já que ela odeia computador. Mas acho que alguns e-mails a gente vai conseguir trocar.

Depois da parada em Araranguá, o que ocorreu por volta de 3:30, eu perdi a agradável companhia, não tinha sono e o jeito foi colocar o tocador de CDs pra funcionar. Sim, CDs, porque eu ainda não tenho um MP3 Player! Coloquei um CD e escutei 3 músicas, e coloquei Pink Floyd. Não que eu não goste de Pink Floyd, muito pelo contrário, mas eu dormi escutando o disco um do álbum The Wall. Infelizmente, meu sono durou não mais do que 40 minutos. Coloquei o disco dois, mas o sono não voltou. Mais uma vez, inveja da pessoa citada acima.

Na free-way, o ônibus apagou. Não pegou mais e o jeito foi fazer baldeação. Fico com pena das pessoas que pagaram pelo ônibus leito e tiveram que encerrar a viagem em um ônibus muquirana que vinha de Criciúma. O meu prejuízo não foi tão grande. Depois de uma parada breve de meia-hora no meio da free-way, a viagem prosseguiu. Cheguei em casa por volta de 8:00, conversei um pouco e me encostei no sofá. 12:30, acordei pro almoço. E assim terminou 2006.