segunda-feira, 9 de abril de 2007

Fórmula Truck do poder!

Plano original: Sábado à noite, o pessoal que está a fim de ir (Thiago, Abel, Dalila e eu) sairá junto e passará a noite lá bebendo e falando besteira. Sem logística de transporte e acomodação definida, tudo que iremos levar é uma lona, uma churrasqueira e algumas cadeiras, por enquanto.

Devido ao imenso número de interessados em ir comigo para o Racha Tarumã (realmente diversas pessoas se interessaram) e devido ao imenso número de desistências (ninguém foi), não convidei ninguém, apenas disse que ia. Como o Thiago e o Abel já tinham dito que queriam ir, foi fácil de planejar. Já a Dalila demonstrou interesse em ir quando eu falei.

Sexta-feira (06/04):

Saí de casa por volta de 16:20 para ir ao autódromo ver o treino livre, que começava 17:00. Ver os caminhões saindo dos boxes já deu a entender de que a corrida seria bem legal, como de fato foi. Já tinha gente acampando lá para assistir a corrida, e eu perguntei para um cara aleatório se ele ia sempre lá e se sábado de noite era fácil conseguir um lugar bom. O rapaz foi bem simpático em não rir da minha cara, mas disse que sábado ao meio-dia os melhores lugares já estariam todos ocupados.

Plano B: Irei levar a barraca, passar a noite lá e o plano para amanhã continua o mesmo. A logística de transporte continua indefinida. Sábado à tarde meu pai irá me visitar para ficar cuidando da barraca enquanto eu volto para casa.

Por volta de 21:30, com o kit acampamento pronto, peguei a moto e saí. O Roccão foi junto para levar as coisas (barraca, colchonetes, travesseiro, cobertor, etc.) no carro. Por volta de 23:30, a barraca já estava montada e o Roccão foi embora. A noite foi tranqüila e descobri que acampar na terra é muito pior do que acampar na grama. Como lá não tinha grama, não teve outro jeito.

Sábado (07/04):

Acordo por volta de 08:30 e subo até o restaurante para tomar um café (um sanduíche americano + achocolatado). Como à noite eu não havia notado os buracos na cerca, fiz toda a volta para chegar ao restaurante. Mas acho que mesmo notando o buraco, eu teria feito toda a volta mesmo assim. Eu explico: Como lá é uma área privada, não é possível multar alguém por alguma infração de trânsito. Ou seja, ninguém é multado por estacionar em local proibido, exceder o limite de velocidade, fazer manobras arriscadas ou, no meu caso, andar sem capacete. E andar sem capacete é muito bom. "Tomei" o "café-da-manhã" sentado na arquibancada assistindo o primeiro treino livre de sábado, junto com outras caras sonolentas ao meu lado.

Pouco depois disso meu pai me liga avisando que iria levar a churrasqueira e assar uma carne comigo ao meio-dia. Como seriam só nós dois, não achei a idéia muito razoável. Mal sabia eu que esta seria a melhor idéia dele durante o fim-de-semana...

Ele chega por volta de 11:15 levando lonas (pequenas), cadeiras, uma mesa, a churrasqueira, isopor (com cerveja gelada) e todos os apetrechos necessários para um churrasco. Ficamos comendo carne até umas 13:30. Nesse momento a logística de carros se definiu. Era o Plano C. O Abel e o Thiago ganhariam carona de terceiros, a Dalila iria comigo de moto e o meu pai passaria a noite lá. Teríamos som, um carro para colocar as coisas dentro e uma churrasqueira pronta para a diversão.

Continuando, por volta de 14:30 eu volto para casa, tomo um banho, descanso um pouco e 18:00 saio para voltar ao Autódromo, dando carona para a Dalila. Cheguei lá e o meu pai saiu com o carro para buscar mais carne, um aparelho de som, uma lona maior e outras firulas. Abel e Thiago chegam quando a chuva estava começando e os lugares abaixo da lona eram poucos. A água atrapalhava e a noite prometia ser péssima. Quando o Roccão voltou com a lona maior, tudo ficou mais divertido. Parou de cair água nas nossas cabeças e tínhamos espaço de sobra para sentar e conversar. Outro churrasco e o meu pai decide mudar os planos e dormir em casa (se você perdeu as contas, Plano D). O carro fica lá (ele estava segurando a lona) e ele pega a moto emprestada.

Domingo (08/04):

Começa com o pessoal indo dormir no banco do carro. Abel e Thiago desistem de dormir e passam a noite conversando. Eu, como tinha a barraca e estava cansado, não hesitei em ir dormir.

Por volta de 06:30 eu acordo e vou para o desjejum (que eu já sei que não será um "café-da-manhã"). O sanduíche americano é substituído por um pastel que eu não havia visto no dia anterior. Por volta de 07:00 chega o Roccão, por volta de 08:00 chegam os amigos do Roccão e 09:30 a carne já está no fogo e a primeira caipirinha já estava preparada. Até 13:00 continuamos persistindo na árdua tarefa de comer, beber e dar risada. Antes mesmo de a corrida começar, a barraca já estava desmontada, visando facilitar a saída após o encerramento da corrida. Quando terminada, uma hora ajuntando tudo até ir embora. Um tempo relativamente bom pela estrutura montada. E por incrível que pareça, a diversão maior nem foi a corrida, e sim todo o resto. A corrida apenas serviu para encerrar com chave de ouro um excelente programa para o fim de semana. E em breve eu vou escolher um novo papel de parede, no meio das quase 200 fotos.

Coisas que deram certo:
  • Know-how adquirido. O próximo desses vai ser bem melhor.
  • Adoro acampar.
  • O Plano D funcionou.
Coisas que deram errado:
  • A lona que tínhamos em casa é pequena, e não serve para esse tipo de coisa.
  • Viamão = 220 volts. Não chegamos a queimar a lâmpada, mas vimos que ela não ia agüentar muito tempo. A primeira noite foi no escurinho.
  • A idéia de passar a noite acordado é bem interessante, mas deixa o cara cansado. Idéias de passar a noite lá conversando sem local para dormir serão descartadas automaticamente depois dessa indiada.
  • Os banheiros. Eram daqueles pipi-anti-ecológico, que assustam quando entramos. Isso durante o dia. À noite, qualquer canto escuro pode ser usado como banheiro.
  • Quando eu planejo as coisas, nem Plano B resolve. Nem mesmo Plano C. Com o Rocca, o Plano D é que funciona.
Know-how:
  • Não encontrei chuveiros, mas acredito que não existam chuveiros usáveis por lá. Ficar lá por dois dias consecutivos, nem pensar.
  • Em corridas como a F-Truck e a Stock Car, é necessário ir para lá cedo para pegar lugar. Final da tarde / início de noite de sexta é a opção mais lógica.
  • Lá faz frio durante a noite.
E era isso. Não sei quando é a Stock Car, mas estou bem disposto a encarar.

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