Facão, navalha, barbeiro. Sim, estes são alguns adjetivos que podem ser atribuídos para pessoas que não possuem muito sucesso no trânsito.
Sábado, 17 de maio.
Aniversário da namorada, ficamos de reunir o pessoal no Mulligan. O ponto de encontro era a casa dela. Fui até lá de carro, esperamos o pessoal (Dodô e Maga) chegarem, fizemos uma mini-janta e saímos.
O carro não estava em um local coberto, havia bastante sereno cobrindo os vidros, especialmente o traseiro. O motorista, ao invés de simplesmente acionar o limpador traseiro, acionou o desembaçador do vidro traseiro, não adiantando muita coisa. Difícil de enxergar pelo retrovisor nestas condições, não?
Antes de ir para o Mulligan, parada no posto de gasolina para retirar dinheiro no caixa 24 horas. Não tinha lugar para estacionar. Como era jogo rápido, parei na frente da loja de conveniência e a Lilian foi pegar dinheiro. Ela foi bem rápida, mas não o suficiente para que um tosco em um Fiat Tipo parasse atrás de mim esperando que eu saísse. O que ele estava fazendo parado ali eu ainda não entendi.
Ela entrou no carro e eu dei ré para pegar à esquerda entre as duas bombas de combustível, saindo na rua lateral do posto para pegar o cruzamento da Assis Brasil. Não olhei direito para trás e *crash* (entenda-se por isso o barulho da colisão da Shaggy Machine com um Fiat Tipo). Quebrou uma parte do meu pára-choque e amassou a lateral do carro dele, na parte próxima da porta. Dei um cartão que eu tinha comigo, passei os meus dados e pedi para ele orçar um conserto e me ligar.
Fiz a opção menos estressante. Não dei bola para a batida, fui para o Mulligan e me diverti, esquecendo o acidente. Avaliando bem, se eu tive o acidente de bater o carro, existe o lado bom. Eu tenho um carro, seria muito pior não ter.
Segunda, 19 de maio.
Por volta de meio-dia, o Daniel me ligou. Sim, Daniel é proprietário do Fiat Tipo que parou atrás de mim no posto de gasolina. Ele passou em duas chapeadoras e me informou que em nenhuma delas o conserto do Fiat Tipo iria sair por menos de R$ 400,-. Ele perguntou se eu tinha alguma chapeadora para indicar e eu indiquei o Willy, muito amigo do meu pai. Ele ficou de passar por lá na parte da tarde.
De tarde, meu pai me ligou. O Daniel ligou para o Willy e ficou de passar lá por volta de 18h. Saí do serviço e fui direto para lá. O estrago não foi tão pequeno quanto eu pensei que tivesse sido. Amassou um pouco da porta e um pouco do pára-choque dianteiro. Como o Willy conhece o pai e também é conhecido, fica mais fácil acertar o pagamento. Ele leva o carro lá na semana que vem, faz o serviço e eu pago as despesas. Situação resolvida, só resta agora consertar o rombo no orçamento. E eu nunca mais vou comentar que o orçamento do mês não estava tão ruim quanto poderia estar. Foi eu fazer o comentário que apareceu um gasto extra completamente desnecessário.
Sobre a Shaggy.
Quebrou um pedaço do pára-choque traseiro. Eu estava dando ré com a roda virada para o lado, ou seja, foi o canto do meu pára-choque que entrou no Tipo, e não o pára-choque inteiro. Consertar a Shaggy? Lógico que será necessário. Mas por enquanto, nas atuais limitações de orçamento, o conserto da Shaggy vai ficar para o próximo mês, ou para o outro. Conselho do dia: Sempre, sempre olhe no retrovisor quando for dar ré. E se o vidro traseiro estiver coberto de sereno, acione o limpador traseiro, e não o desembaçador.
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