terça-feira, 20 de maio de 2008

O dia em que eu me tornei um barbeiro

Facão, navalha, barbeiro. Sim, estes são alguns adjetivos que podem ser atribuídos para pessoas que não possuem muito sucesso no trânsito.

Sábado, 17 de maio.

Aniversário da namorada, ficamos de reunir o pessoal no Mulligan. O ponto de encontro era a casa dela. Fui até lá de carro, esperamos o pessoal (Dodô e Maga) chegarem, fizemos uma mini-janta e saímos.

O carro não estava em um local coberto, havia bastante sereno cobrindo os vidros, especialmente o traseiro. O motorista, ao invés de simplesmente acionar o limpador traseiro, acionou o desembaçador do vidro traseiro, não adiantando muita coisa. Difícil de enxergar pelo retrovisor nestas condições, não?

Antes de ir para o Mulligan, parada no posto de gasolina para retirar dinheiro no caixa 24 horas. Não tinha lugar para estacionar. Como era jogo rápido, parei na frente da loja de conveniência e a Lilian foi pegar dinheiro. Ela foi bem rápida, mas não o suficiente para que um tosco em um Fiat Tipo parasse atrás de mim esperando que eu saísse. O que ele estava fazendo parado ali eu ainda não entendi.

Ela entrou no carro e eu dei ré para pegar à esquerda entre as duas bombas de combustível, saindo na rua lateral do posto para pegar o cruzamento da Assis Brasil. Não olhei direito para trás e *crash* (entenda-se por isso o barulho da colisão da Shaggy Machine com um Fiat Tipo). Quebrou uma parte do meu pára-choque e amassou a lateral do carro dele, na parte próxima da porta. Dei um cartão que eu tinha comigo, passei os meus dados e pedi para ele orçar um conserto e me ligar.

Fiz a opção menos estressante. Não dei bola para a batida, fui para o Mulligan e me diverti, esquecendo o acidente. Avaliando bem, se eu tive o acidente de bater o carro, existe o lado bom. Eu tenho um carro, seria muito pior não ter.

Segunda, 19 de maio.

Por volta de meio-dia, o Daniel me ligou. Sim, Daniel é proprietário do Fiat Tipo que parou atrás de mim no posto de gasolina. Ele passou em duas chapeadoras e me informou que em nenhuma delas o conserto do Fiat Tipo iria sair por menos de R$ 400,-. Ele perguntou se eu tinha alguma chapeadora para indicar e eu indiquei o Willy, muito amigo do meu pai. Ele ficou de passar por lá na parte da tarde.

De tarde, meu pai me ligou. O Daniel ligou para o Willy e ficou de passar lá por volta de 18h. Saí do serviço e fui direto para lá. O estrago não foi tão pequeno quanto eu pensei que tivesse sido. Amassou um pouco da porta e um pouco do pára-choque dianteiro. Como o Willy conhece o pai e também é conhecido, fica mais fácil acertar o pagamento. Ele leva o carro lá na semana que vem, faz o serviço e eu pago as despesas. Situação resolvida, só resta agora consertar o rombo no orçamento. E eu nunca mais vou comentar que o orçamento do mês não estava tão ruim quanto poderia estar. Foi eu fazer o comentário que apareceu um gasto extra completamente desnecessário.

Sobre a Shaggy.

Quebrou um pedaço do pára-choque traseiro. Eu estava dando ré com a roda virada para o lado, ou seja, foi o canto do meu pára-choque que entrou no Tipo, e não o pára-choque inteiro. Consertar a Shaggy? Lógico que será necessário. Mas por enquanto, nas atuais limitações de orçamento, o conserto da Shaggy vai ficar para o próximo mês, ou para o outro. Conselho do dia: Sempre, sempre olhe no retrovisor quando for dar ré. E se o vidro traseiro estiver coberto de sereno, acione o limpador traseiro, e não o desembaçador.

Nenhum comentário: