segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pára, pára, pára!

Sexta foi o dia de desligar o detector de maldades. Como quase todas as outras noites, por volta de 21h saí da casa dos meus pais rumo à casa da minha namorada. O trajeto foi o mesmo de sempre, sair da minha casa e pegar o T1, já que estava chovendo e não dava para ir de moto.

Saí de casa desligado. Ao sair, haviam dois caras passando. Dois caras normais, dois caras quaisquer. Com o detector de maldades desligado, saí mesmo assim. Bem arrumado, perfumado e com a mochila nas costas. Atravesso a rua, caminhando em um ritmo normal e percebo que os dois caras, perto da esquina, também resolvem atravessar a rua, relativamente separados. Um mais para frente e o outro termina de atravessar ao meu lado. Caminha um pouco mais rápido que eu, pega uma arma (pistola) e solta a pérola "Pára, pára, pára!". Obviamente, com o susto, parei.

É incrível como a cabeça funciona rápido nessas horas. Parece que o meu processador de 40KHz começa a funcionar com uma freqüência de 500GHz, muito possivelmente pela combinação Medo + Adrenalina. Aproveitei uma hesitação do assaltante para sair correndo para o outro lado, em direção à minha casa e ao ponto de táxi. Caso eles me perseguissem, pegava um táxi, muito provavelmente até a casa da namorada. Como eles desistiram e começaram a atravessar a rua, atravessei também e entrei em casa. Como disse a mamãe Rocca, pálido como uma parede.

Tive sorte. Mas espero não precisar ter esta mesma sorte uma próxima vez.

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