sábado, 7 de novembro de 2009

Se eu tivesse um Twitter...

Se você está assistindo "Viver a vida", você está deixando de fazê-lo!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Banrisul

(Ou como eu fui virar funcionário público.)

Segunda-feira, 25 de maio de 2009

Recebi a mensagem abaixo do meu pai. Na hora não dei bola, mas deixei marcada na minha caixa de entrada.

---------- Forwarded message ----------
From: Luiz Rocca
Date: 2009/5/25
Subject: Concurso Banrisul
To: Carlos Alberto Rocca


Dá uma olhada

EDITAL N 01-2009.doc (application/msword) 127K

Terça-feira, 16 de junho de 2009

Efetuei o pagamento da taxa de R$ 110,43 referente à inscrição para o concurso. Ou seja, eu iria estudar para passar.

Quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sem ter estudado nada para o concurso, descubro olhando o site da FDRH que as provas seriam realizadas no próximo domingo, 26 de julho, 13h. Não dava mais tempo para estudar, então tratei de não me preocupar.

Domingo, 26 de julho de 2009

Aqui vou falar um pouco de como estava este garoto de programa prestes a ser avaliado. Se for possível resumir em uma palavra como foi a tarde deste domingo, seria tranquilidade. Algumas considerações para ilustrar esta ausência de preocupação:

1. Eu estava feliz onde eu estava trabalhando, independentemente da remuneração;
2. Eu tinha uma ótima garagem bem ao lado do trabalho, e ônibus era uma opção razoável em dias de chuva;
3. O horário era flexível, e era fácil coincidi-los com os horários da Lilian para sairmos juntos de casa e para eu ir buscá-la na escola no horário da saída, eventualmente;
4. Passando no concurso, eu iria trabalhar menos (30h), mas a remuneração também iria diminuir;
5. Eu ia almoçar em casa quase todos os dias.

Apresentadas as circunstâncias acima, fica evidente que eu não estava desesperado para passar. De certo modo, fazia até pouco caso. Conversando bastante com a Lilian, havíamos chego ao acordo de que "se é para acontecer, vai acontecer". Ou seja, se eu passar no concurso, irei assumir o emprego. Se eu não passar, bom, fica para a próxima, mas sem ficar triste por isso.

Quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saem os gabaritos do concurso. Verifico rapidamente a quantidade de acertos e descubro que eu fui aprovado, ou seja, acertei ao menos metade das questões nas provas eliminatórias. Parando para pensar, foi bom ter passado. Um concurso tem validade de 2 anos, normalmente sendo estendido por mais 2. E daqui a uns 2 ou 3 anos pode ser a data certa para trocar de emprego.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A FDRH divulga a lista de aprovados e reprovados, antes dos recursos. Rapidamente jogo os dados no excel e ordeno para ter uma ideia da minha classificação. 29º. Devo ficar para uma segunda chamada, talvez na metade do ano que vem.

Quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A lista de classificação do concurso após os recursos é divulgada. Procuro pela minha colocação e vejo que sou o 42º. Até fecha com a resposta para a vida, o universo e tudo mais, mas como não é esta a pergunta fico levemente desapontado por ter ficado 13 posições atrás da qual imaginava ficar.

Quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Recebo através de e-mail a convocação para me apresentar dia 24 de setembro em uma agência na 24 de outubro munido de toda a documentação para tratar de assuntos referentes à minha contratação. Ligo imediatamente para lá e descubro que o início das atividades será na data de 19 de outubro. Com a orientação de primeiro atender a convocação antes de tomar qualquer outra medida, continuo trabalhando normalmente.

Quinta-feira, 24 de setembro de 2009

9h da manhã. Deixo o carro em um estacionamento e sigo para o local determinado. Lá, sou informado de todas as questões legais, forma de contratação, benefícios, estatutos, algumas normas da empresa junto com diversas outras informações. Conheço um pouco da grande família que é o banco. Tomo a decisão de assumir o emprego e reformular todos os planos guardados para o futuro, a curto, médio e longo prazo.

Sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Converso com o diretor da empresa e explico a minha saída. A parte que mais me preocupava demonstrou que não mereceu 88.34% da preocupação gasta.

Sexta-feira, 2 de outubro de 2009

No final da consulta clínica, já com o resultado de todos os exames médicos admissionais, sou declarado apto a assumir a função. O próximo passo seria efetuar formalmente o pedido de demissão.

Sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Após exatos 3 anos e 1 mês de trabalho, não é tão simples dar um adeus às pessoas com as quais passamos quase a maior parte do nosso tempo em que estamos acordados.

Segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dia de tomar posse, e de ver que de alguma maneira todas as decisões tomadas referentes a este assunto estavam corretas.

domingo, 11 de outubro de 2009

A Fonte

Certa vez, em um passado não tão distante, o computador da minha prima começou a fazer um ruído de uma hora para a outra. Como não é difícil identificar a origem do ruído (basta ter dois ouvidos), o meu padrinho rapidamente atribuiu à fonte a causa do barulho e comprou uma fonte nova para substituir a barulhenta. Troquei a fonte (afinal, sou o técnico em informática que atende a família) e como "pagamento" ganhei de presente a fonte antiga e problemática.

Não prestei muita atenção à maneira de como a fonte estava ligada no interruptor de liga/desliga - "Eu fiz um curso de informática e sei conectar os fios azul, marrom, branco e preto" - mas como haviam dois fios pretos e dois fios brancos, nada mais lógico e intuitivo do que fechar um curto entre os dois fios pretos e os dois fios brancos para a fonte funcionar.

Chegando em casa, fui tentar consertar a fonte. Afinal, um barulho no ventilador não é um problema impossível de ser solucionado. Óleo de máquina e um pouco de paciência certamente iriam fazer com que a fonte voltasse a funcionar da forma silenciosa como sempre funcionou.

Para tanto, existe uma peça bem nos fundos da minha casa que quando foi construída seria chamada de dependência de empregada, mas que hoje é um guarda-entulho e local para todos os tipos de experiências físicas, químicas e biológicas possíveis e imagináveis, respeitando os limites do próprio "quartinho", como a peça é carinhosamente chamada.

Tirei o cooler, removi o adesivo, a pequena tampa que cobre a parte onde fica o rolamento e coloquei uma gota de óleo para uma melhor lubrificação. Terminado o procedimento, coloquei de volta a tampa e o cooler nos seus devidos lugares.

Hora de testar a fonte. Fio preto conectado com fio preto, fio branco conectado com fio branco, interruptor ligado, vamos ligar a fonte na tomada.

Neste exato momento, houve uma pequena falta de luz. Pequena, pois a luz voltou logo que eu desliguei a fonte da tomada.

Não sendo mais tão ingênuo para crer que realmente havia faltado luz, percebi na hora que o meu esquema lógico e intuitivo de ligação da fonte não estava correto. Depois de provocar um curto-circuito na minha casa, achei que era hora de guardar a fonte e ir dormir.

Enquanto guardava os materiais, escuto o som das pantufas do meu pai caminhando pelo pátio dos fundos até chegar ao pequeno quarto onde eu me encontrava. Ao entrar no "quartinho", seguiu-se o seguinte diálogo:

- O que tu está fazendo, Carlos?
- Nada.
- Nada?
- Não... eu estava tentando consertar uma fonte, mas já desisti...
- Deu algum curto-circuito aí por acaso?
- Tu notou?

Quem, de uma maneira lógica e racional, cria um diagrama de ligação com dois fios brancos e dois fios pretos que permite uma ligação ambígua?

Com o meu pai ao lado, conectei novamente os fios da fonte (desta vez ligando preto no branco e preto no branco) e a fonte funcionou perfeitamente, mesmo após quase ter incendiado a residência.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eletroímã

Discutindo com um colega sobre o assunto "Deve ser difícil ser pai do Rocca Carlos", lembrei de uma história elétrica acontecida em um passado já bastante remoto, quando eu ainda podia expressar a minha idade utilizando apenas os dedos das mãos.

Na biblioteca do colégio onde eu estudava, existia um livro da Disney (era um livro bastante grosso, com folhas grossas, que não cabia na minha mochila e pesava por volta de 3Kg) que ensinava a fazer algumas coisas em casa através de um passo a passo bastante simples.

Entre os itens existentes no livro, existia um eletroímã, seguido de uma sequência de instruções de como montá-lo.

Entre o material necessário constava, até onde eu lembro, um prego, fio de bobina e uma pilha para servir como fonte de alimentação. Fiquei em dúvida quanto ao fio de bobina, mas como bobina existe no carro e o cabo que liga a bobina no distribuidor é grosso, imaginei que um fio de luz encapado deveria servir para os meus propósitos, com um rendimento até superior a um fio de bobina.

Foi então que em um dia chuvoso, de férias na casa da praia, peguei as folhas onde estava xerocado o material, procurei na garagem tudo o que eu precisava e fui para o meu quarto.

Equipado de todos os itens necessários, comecei a construção do meu eletroímã. Como utilizei um fio comum de eletricidade, não foi possível dar mais do que 6 ou 7 voltas no prego e em menos de um minuto eu já tinha o meu eletroímã montado, faltando apenas testá-lo para comprovar o seu perfeito funcionamento.

Coloquei alguns clipes de metal próximos à cabeça do prego e liguei o meu eletroímã. Qual não foi a minha surpresa quando o meu eletroímã, construído com tanta paciência e precisão, não atraiu nenhum clipe. Será porque a pilha está gasta? Será que a pilha não fornece eletricidade o suficiente para o funcionamento correto do meu eletroímã?

Na dúvida, acreditei que a construção do meu eletroímã não tinha sofrido falhas de nenhum tipo. Se ele não funcionou na primeira tentativa, era porque eu precisava de uma fonte elétrica com uma maior capacidade, pois uma pilha não era suficiente. Em uma tarde de chuva, na casa da praia, onde poderia eu encontrar uma fonte elétrica com uma capacidade maior do que uma pilha AA 1.5V?

Com extremo cuidado, coloquei as pontas do que para mim era algo melhor do que um fio de bobina (ou cabo de bobina) em um "T" elétrico desligado da tomada. Tomando o cuidado de empurrar o "T" para dentro da tomada com um pequeno pedaço de pau (afinal de contas, eu sei que uma pilha AA 1.5V é pouco para fazer o meu eletroímã funcionar, mas não sei se uma corrente de 110V não é demais), liguei novamente o meu eletroímã, desta vez em uma fonte de alimentação que com certeza o faria funcionar perfeitamente. Após ouvir um pequeno barulho de explosão e de ver o "T" elétrico destruído, percebi que havia cometido erros na construção do meu eletroímã.

Frustrado, desmontei o que para mim era um dos melhores eletroímãs já construídos, recoloquei no lugar o prego, coloquei o que antes havia sido um "T" elétrico no lixo junto com o fio de bobina e voltei às atividades normais de uma tarde chuvosa na casa da praia (ler gibi, jogar videogame, infernizar a avó, etc.).

O projeto foi dado como arquivado e não houve novas tentativas de construção do eletroímã.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

You should be dancing, yeah

Acabei dançando nessa. Literalmente.

No final de julho, sob a recomendação da Alle (cabeleireira da Lilian), fomos conhecer a escola de dança Aline Rosa. Tínhamos uma boa recomendação, ficava perto de casa, todos os fatores favoráveis.

Marcamos uma aula experimental para uma quarta-feira à noite (aproveitando as férias da FAPA). Obviamente, após um fracasso total em qualquer tentativa de dançar e de olhares completamente apavorados dos professores, nos matriculamos na escola.

As duas primeiras aulas ainda foram referentes ao mês de julho, onde os ritmos trabalhados eram Bolero e Samba. Obviamente, não conseguimos dançar nem bolero, nem samba. O mais próximo que chegamos de dançar foi algo que estaria mais parecido com uma briga envolvendo dois cachorros nervosos do que um casal dançando.

Em agosto, o Samba deu lugar ao Pagode (Bolero é um ritmo considerado como base e por isso é trabalhado todos os meses). Ainda com muitas dificuldades em coordenar as pernas e em aprender que após mover o pé esquerdo é necessário mover o pé direito (e vice-versa), fomos tentando chegar em algo próximo de ser considerado "dançar". No final do mês, o que estávamos fazendo ainda não era isso, mas já não era tão parecido com uma briga envolvendo dois cachorros nervosos (parecia mais uma brincadeira de dois cachorros contentes, talvez).

Já em setembro, o Pagode deu lugar ao Forró. Com um pouco mais de trabalho (a dedicação sempre esteve presente, em todas as aulas) as trocas de passo estão começando a ficar um pouco menos complicadas. Algumas vezes ainda dá um nó nos neurônios e vem aquela vontade de mexer os dois pés ao mesmo tempo, especialmente quando é algum passo que também envolva movimentação dos braços. Os exercícios de frente para o espelho também tiveram uma enorme evolução, já que agora não é sempre que eu me movo para o lado contrário ao qual o professor está se movendo.

O ritmo das músicas entra quase como um assunto à parte. Entrei na escola com o mesmo ritmo que me acompanhou durante estes 27 anos. Descobri que ele só se aplica a 1% das músicas, visto que normalmente músicas diferentes possuem ritmos diferentes. Para trabalhar um pouco melhor esta questão, passei o mês de agosto ouvindo muito pagode no ônibus, nas circunstâncias em que tinha não dava para utilizar a moto. Cheguei até a gastar a região de memória do dispositivo onde ficavam os pagodes.

Vale lembrar aqui que a Lilian teve bem menos dificuldades do que eu na escola, pois além de já ter a noção de música já havia praticado outros tipos de dança em um passado recente.

E encerrando o post me dei conta que a primeira frase está errada, já que estou um pouco longe de "dançar". Mas como é esse o objetivo, com certeza vou acabar "dançando" nessa. Literalmente.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Casamento (versão da noiva)

Era um sábado de noite. Estávamos completando 9 meses de namoro, em Balneário Camboriu, Santa Catarina. Em uma atitude de estabelecer domínio, sob o argumento de não precisar gastar com hospedagem, estávamos acomodados no apartamento dos padrinhos do meu namorado.

Para comemorar estes 9 meses juntos, combinamos de jantar fora. Meu namorado jantou em um ritmo extremamente lento, fazendo com que um simples pedaço de camarão ou de batata frita demorasse cerca de 2 minutos no pequeno trajeto entre seus dentes e sua garganta. O objetivo era claro, visto que quando terminamos o jantar o céu já não tinha mais nenhum resquício de sol e a escuridão da noite já predominava na cidade.

Sem um rumo definido, em uma tentativa de deixar a noite mais romântica, meu namorado me leva para o canto mais escuro e deserto possível: a beira da praia. Pouquíssimas pessoas caminhando por lá, junto com um barulho de carros na avenida Atlântica que abafaria o som de qualquer grito. Em virtude de estar utilizando de um vestido, minha carteira com o cartão do banco estava no bolso dele. O restante dos documentos estavam no apartamento, sob o domínio dele e dos seus padrinhos.

Revendo a situação: eu, utilizando apenas um vestido e uma rasteirinha, sem bolsa, sem documentos, sem dinheiro, sem cartão do banco, em uma praia deserta e escura, ao lado de uma avenida barulhenta mas longe o suficiente para perceber qualquer coisa, sem nenhum conhecido em um raio de 500Km, com os pés cheios de areia, sendo pedida em casamento. Para quem estiver lendo este texto, sob as circunstâncias apresentadas, quem seria tola o suficiente de responder não a um pedido tão acintoso?

Foi assim que, de livre e espontânea vontade, disse sim.

* Originalmente escrito por Carlos Rocca, após ouvir esta desagradável versão contada pela noiva às amigas em uma pizzaria.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais desinformações

No mês passado eu publiquei aqui respostas para as buscas que levaram internautas a visitar este blog. Como algumas questões não ficaram bem respondidas, segue as respostas para os 20 termos mais pesquisados que trouxeram visitantes para este blog nos últimos 30 dias (mentira, foram novamente apenas 20 termos pesquisados).

"cristiane rocca"
Minha irmã, com 17 anos, foi quem mais trouxe visitantes ao meu blog. A expressão acima foi pesquisada exatamente 2 vezes nesse último mês, exatamente o dobro do que qualquer outro termo de busca. A não ser que tenha sido ela quem pesquisou a si própria, ela já é mais popular do que eu.

"site livro de receitas"
Espera aí. Eu já montei uma ou outra pizza e no último mês até consegui fazer sozinho o molho branco para a lasanha. Mas do início do aprendizado até montar um site existe um longo caminho. Sugiro buscar receitas em algum outro site.

agropecuaria seguezio
Isso, ali na Voluntários. Se você estiver em Porto Alegre, evidentemente.

aliança de namoro balneário camboriú
Agora que eu me dei conta que o cara está procurando alianças de namoro, e não de casamento. Mas as alianças de namoro eu também comprei em Porto Alegre, com a mesma amiga de confiança.

bico injetor do peugeot 306
Fica dentro da injeção eletrônica. E devem ser 4, pois a maioria dos modelos possui injeção multiponto.

carlos rocca
Autor do blog The cRocca Files, é um profissional formado em Ciência da Computação com 5 anos de experiência no mercado de TI. Gosta de andar de moto e colecionar tranqueiras eletrônicas.

como montar seguezio
E eu achando que Seguezio era uma agropecuária ali na Voluntários...

como retirar o radio do peugeot 306
Tenta retirar como se retiraria o rádio de qualquer outro carro. Deve funcionar.

corrida de ciclismo 500 millas del norte
Eu assisti a edição de 2007. E conheço até um ciclista que participou.

fluido de freio + peugeot 306
Se for vazamento, verifique se o problema não está no cilindro de roda traseiro. Quando começou a vazar fluido de freio no meu carro, o problema era este.

formigas dentro carro
E não é que essa história das formigas rendeu assunto?

lilian de motos
Você quis dizer: lilian dambros.

motos files
Não, aqui é o The cRocca Files.

o que é monografia rto e valor do dinheiro no tempo?
A resposta é 42.

quem dá aula de hidro no lindoia
A Letícia.

revendas de corsa sedan de porto alegre
Acredito que não exista nenhuma revenda específica de Corsa Sedan. Procura na Rispoli, sempre tive um excelente atendimento lá.

salao de motos
No salão de 2009 eu fui e quase perdi a minha noiva.

seguezio voluntários
Isso, fica na Voluntários. A não ser que você não esteja em Porto Alegre.

sensação de formigas no braço
Você quis dizer: formigamento.

veneno ecologico formiga
Mais uma busca repetida. O nome do veneno é Extermix Biológico, mas não consegui encontrar um site oficial ou algo assim.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Superconferências

O conceito de superconferência - e eu tenho o direito de definir, pois fui eu quem criou este termo - é quando duas ou mais conferências estão sendo feitas simultaneamente.

Ou seja: Eu, na casa da minha noiva, através do GoogleTalk, conversando com a minha tia Lúcia, na casa dela, através do telefone. E o ponto central de tudo isso na casa dos meus pais, onde tinha um computador com microfone, caixas de som e um aparelho telefônico com viva-voz.

Ninguém entendia ninguém, como era de se imaginar, mas quem disse que entendimento está nos propósitos de uma superconferência?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desinformações

Desde que efetuei a mudança do LiveJournal para o Blogger comecei a utilizar o AdSense, afinal receber alguns dólares daqui a alguns anos não seria má ideia. Além disso, aproveitei para integrar o blog ao serviço Google Analytics, que mostra estatísticas de acesso.

Mesmo sem nenhum clique, percebi que este blog já foi visitado através de mecanismos de busca. Com a integração é possível inclusive verificar quais foram os termos da busca que mostrou este blog nos resultados. Resolvi compartilhar aqui as 20 buscas mais acessadas (mentira, foram apenas 20 buscas e cada uma resultou em um único acesso):

alianças de namoro balneario camboriu
As alianças eu comprei em Porto Alegre com uma amiga de confiança, mas Balneário Camboriu é um bom local para efetuar um pedido em casamento. Ainda mais à noite, com a ilha iluminada ao fundo.

arranhei meu carro e levei pra arrumar porto alegre
Leva no Willy. Avenida Bahia, 645.

arrumar mala para viagens internacionais
Confundiram torcer para o Internacional com sair do país. Vê se pode.

como saber alguém espionando nossa webcam
Essa é fácil. Quando você inicia qualquer conversa com vídeo, você está sendo espionado pela pessoa com a qual você está conversando.

dedetização no carro formigas
Não precisa mandar dedetizar, basta comprar veneno, ter boa vontade e um pouco de paciência.

formigas dentro de painel de carro
Sim, eu também tive esse problema.

formigas dentro do carro
Sim, sim, já entendi.

formigas no carra
Deve ser um problema específico de formigas dentro de um carro da Volkswagen (Das Auto).

formula 1 06 deixar a garagem na boxe
A resposta é 42.

historias narradas orgias com sogro praia
Hã?

lojas que tenham modulo para carro em rivera uruquai
Quase todos free-shops devem ter. Mas o meu eu comprei em Porto Alegre.

pai vender carro ao filho
Não tem problema algum. É só preencher o DUT como se a venda fosse para qualquer outra pessoa. Não foi o caso do Peugeot, mas foi o caso da Twister.

papel de parede formula truck
Rá. Tirei algumas fotos que ficaram dignas de papel de parede (como essa), mas disponibilizar sempre parece uma tarefa complicada.

peugeot 306 problemas
É, isso eu conheço bem. Por isso que eu vendi o meu.

problemas elétricos do peugeot 306
Justamente quando apareceram os problemas elétricos foi que eu decidi que estava na hora de vender.

problemas n0 peugeot 306
Hora de vender o carr0.

problemas peugeot 306
Isso, problemas, problemas. Peugeot 306 dá muitos problemas.

sineriz artigas
Sim, já estive lá. Eles tem até um site. Mas não fica em Artigas, e sim em Rivera.

veneno ecologico para formiga
Recomendo procurar em uma agropecuária. Eu comprei na Seguezio, ali na Voluntários da Pátria.

veneno para formiga ecologico
Recomendo em uma agropecuária procurar. Eu ali na Seguezio comprei, na Voluntários da Pátria.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Salão de Motos

No dia de Tiradentes, eu e a Lilian resolvemos aproveitar o feriado e os convites que recebemos para visitar o 10º Salão de Motos, que estava ocorrendo na FIERGS. Não encontramos nada de especial, muito poucas novidades sendo apresentadas e preços de acessórios completamente normais, nenhum incentivo para efetuarmos qualquer tipo de negócio.

O interessante da história ficou no estande onde estavam sendo exibidas algumas motocicletas do exército. Me detive por algum tempo admirando uma motocicleta Harley Davidson, enquanto a Lilian olhava para outra motocicleta sendo exibida no mesmo espaço. Qual não foi a minha surpresa quando eu vejo a Lilian saindo abraçada (sem sequer olhar) em um outro homem que estava saindo do mesmo estande, acompanhado, do outro lado, por sua mulher/namorada/ficante/outro. Quando vejo a cena minha primeira reação é, evidentemente, chamar a Lilian:

- Lilian!

Mas pelo visto as motocicletas (e talvez o rapaz no qual ela estava abraçada) estavam bem interessantes:

- LILIAN!

Desta vez ela escuta, gerando uma reação um tanto curiosa. Ela olha para trás, me vê e, evidentemente assustada, olha para o rapaz o qual ela está abraçando, que não se pronunciou em momento algum. A mulher/namorada/ficante/outro olha para a Lilian com cara de poucos amigos enquanto a Lilian pede desculpas e volta para me abraçar.

O resultado foi que o espaço reservado para as motocicletas do exército foi o último que eu consegui visitar, pois durante todo o restante da visita a Lilian ficou me abraçando (além de, em alguns momentos, conferir a mercadoria).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A arte de cozinhar

Nunca fui muito amigo da cozinha. Enquanto a mãe ia fazer o almoço eu normalmente estava envolvido em alguma outra atividade com o pai. Isso quando a atividade em que o pai estava não era ajudar a mãe: neste caso, eu fazia algo por conta própria.

O resultado foi que eu consegui chegar aos 20 anos sem saber fazer nada, e quando eu digo nada é nada mesmo. Nem sequer torrada ou chimarrão. "Sem saber" talvez seja um termo muito forte, eu tinha a noção do que era necessário fazer, mas nunca havia feito. Aquela velha diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho.

Aos poucos fui me arriscando, começando obviamente pelas torradas. Quando consegui meu primeiro estágio, em um órgão público, a primeira coisa que eu aprendi foi a programar em Perl, e a segunda foi a fazer chimarrão. Torrada e chimarrão, metade do caminho para que eu me tornasse um mestre cuca já estava percorrido.

Em uma noite em que eu estava sozinho em casa e tinha molho pronto, resolvi me aventurar montando uma pizza. Sim, pizza, um enorme passo na escala de aprendizado. Comprei o disco no supermercado, coloquei molho, queijo, tomate, pimentão-- pausa. Quando eu digo pimentão, quero dizer pimentão verde. Para alguém que nunca cortou um pimentão verde, e com uma área tão grande dedicada à culinária no seu cérebro que nunca reparou nos pedaços de pimentão que comeu durante mais de 20 anos, o resultado foi um pimentão cortado exemplarmente em fatias com caroço (ou recheio, sei lá o nome que tem aquela bola branca cheia de sementinhas que tem dentro) e tudo. Tiras de presunto, orégano e manjerona foram os responsáveis pelo encerramento daquela verdadeira obra-prima do mundo culinário que, apesar de tudo, ficou boa não ficou ruim.

Depois disso, o mestre-cuca começou a namorar. É lógico que minhas habilidades culinárias nunca foram testadas, tanto é que o namoro continuou firme e virou até noivado. E não se desmancha um noivado apenas porque o noivo não sabe cozinhar. Se chegou até ali, vale a pena ensinar. E assim eu ganhei a minha primeira professora de culinária.

A lição básica foi o arroz, o qual eu já aprendi a fazer sozinho, sem ajuda nenhuma. De vez em quando eu faço arroz bronzeado para não ficar sempre com o mesmo gosto, mas normalmente eu acerto. A técnica de montar uma pizza em cima de um disco também vem sendo aprimorada, especialmente quando a Lilian e eu ficamos responsáveis pela janta nos sábados. Claro que eu cuido apenas das salgadas (que normalmente são do mesmo sabor) e deixo a doce com ela.

Lasanha é o prato no qual eu estou em processo de aprendizado. Com a história de a Lilian levar almoço de casa para o trabalho, sábado é o dia oficial de cozinhar e quase é também o dia oficial de fazer lasanha. Já tenho fortes noções de molho, camadas, molho branco, mas não sei se conseguiria fazer uma sozinho. Enquanto não sou promovido a Chef, tento aprimorar minha técnica na importantíssima função de auxiliar de cozinha. E até lá, sigo com a dieta do Garfield, pelo a menos até a Lilian enjoar de lasanha.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Confissões de um motociclista

A maioria da população não gosta de motos. Quem dirige moto é motoqueiro, motoboy ou pé-de-chinelo que não tem dinheiro para comprar um carro. O assunto moto quase sempre repercute negativamente nas rodas de amigos. “Um motoqueiro arranhou meu carro”, “um motoboy quase me atropelou na faixa de segurança”, “um motoboy quebrou meu espelho”. Sim, estas três situações possuem uma característica em comum: Os veículos envolvidos nas três ocasiões são motocicletas. Novidade: Os três indivíduos das motocicletas acima não são motoqueiros, e sim arruaceiros. E eles não dirigem apenas moto. Dirigem carro também. Ou vai dizer que carros nunca furam sinal vermelho? Que carros não dão o famoso totózinho quando estão estacionando? Que carros não encostam a porta em outros carros em shoppings e supermercados circunstâncias?

O grande problema com motos vêm da família. Pais que nunca tiveram moto têm medo e não admitem que o filho compre uma moto. Esta situação ocorreu também dentro da minha casa, só que o “filho” em questão era o meu pai. Quando meu pai quis comprar uma moto, minha mãe foi contra. A minha irmã não tinha idade o suficiente para possuir uma opinião a ponto de defendê-la com argumentos, e tendo o filho como aliado as coisas ficaram um pouco menos difíceis para o meu pai. No duelo Pai x Mãe, Comprar Moto x Não Comprar Moto, deu empate. O pai não comprou a moto, mas a mãe não conseguiu impedi-lo de comprar. O resultado foi uma scooter usada, que serviu como pontapé inicial da família Rocca no mundo sobre duas rodas.

Fato curioso: Um parente próximo teve vontade de comprar uma moto alguns anos atrás, mas a sua mulher não permitiu tal compra. Um discurso parecido com “Eu ou a Moto”, e a escolha obviamente foi a mulher. Ao ver o meu pai com a idéia de comprar uma moto, qual foi a atitude? Aliou-se à minha mãe, com o discurso “duas rodas caem”. Soou como um “se eu não posso ter moto, porque tu pode?”. Mas nem toda e qualquer aliança iria manter o meu pai afastado das motos. Afinal, todo mundo sabe que “quatro rodas capota”.

O tempo passou, dinheiro saiu, dinheiro entrou e dentro das disponibilidades financeiras a scotter foi trocada, não sem passar por uma grande resistência por parte da mãe, que no papel de “mãe” sempre se preocupou. Depois da scotter veio uma motoneta, para só então vir uma moto de verdade, não sem enfrentar ainda alguma resistência. Hoje eu tenho uma Twister, o pai tem uma Hornet e a mãe já tem ciência da nossa responsabilidade no trânsito, afinal são raros os acidentes durante este período e nenhum deles por nossa culpa.

Agora voltando ao assunto sobre gostar ou não de moto: nos horários de entrada e saída de trabalhadores dos seus locais de labuta, o trânsito fica em um estado beirando o caos. Diversos carros dividindo as pistas, trocando de faixas, buzinando, xingando, e, na sua grande maioria, transportando uma única pessoa. Isso mesmo, uma única pessoa ocupando um espaço superior a 6m² apenas para fugir do transporte público. Uma moto comum ocupa um espaço inferior a 1,6m². Isso significa que onde existe espaço para um carro no trânsito existe espaço para 4 motocicletas, pois nem todos os carros tem o tamanho de um Celta. A lei determina que uma motocicleta deve ocupar o espaço de um carro no trânsito, pois existem mais carros do que motocicletas então as motocicletas é que devem ser protegidas, por serem minoria. Em um trânsito onde só existissem motocicletas (como em procissões ou passeios), por mais que seja contra a lei este espaço virtual não existe, e isso não torna o trânsito menos seguro. Em um trânsito somente com motocicletas, os engarrafamentos continuariam existindo, mas em uma proporção próxima de ¼ do que existe hoje.

Como não é assim que funciona, vamos ao que existe hoje: motos são mais eficientes, poluem menos e ocupam menos espaço no trânsito. Os ganhos que um motociclista tem em dirigir um veículo mais eficiente são, chuva, vento e frio, aliados ao ódio e desprezo dos motoristas que estão dentro dos seus carros, com inveja do motociclista que passa ao lado, chegando ao seu destino muito antes do ser estressado que está em frente ao volante. Qual o problema em deixar a moto passar e seguir livre o seu caminho em um espaço de 1,6m² que existe entre os carros e não está sendo ocupado naquele instante? Muito possivelmente a moto irá parar ao lado de dois carros no próximo semáforo que encontrar fechado e não irá provocar atraso nenhum ao estressado invejoso em frente àquele mesmo volante.

Motos não respeitam o trânsito? Carros também não. Uma coisa não justifica a outra, mas nenhuma justifica uma guerra. Se alguém estiver em dúvida, recomendo experimentar uma motocicleta. Ao parar ao lado de outra motocicleta e ver um sorriso ao lado ou até mesmo um pequeno cumprimento através de uma balançada no capacete, você verá que está em uma realidade diferente, pois se você estiver de carro e ganhar um sorriso do motorista ao lado vai ser porque você é atraente ou porque ele precisa trocar de faixa. Motociclistas vivem em um mundo comum, e não há outra maneira de ver isto sem ser estando em cima de uma motocicleta.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Peugeot 306: o final da saga

Para quem não leu o início da saga, o relato está aqui. Segue abaixo uma lista de motivos pelos quais a Shaggy foi colocada a venda e o relato da saga de vender a Shaggy Machine.

1. Manutenção: O preço da manutenção do carro não foi exatamente uma surpresa, já era esperado que a manutenção do carro fosse algo fora do padrão dos carros nacionais. Mas a quantidade de manutenções foi. Não imaginava que fosse tantos problemas aparecendo.

2. Inviabilidade: Utilizar o carro se tornou um objetivo a ser alcançado. Eu explico: Eu estou praticamente morando com a minha noiva. O carro fica em uma garagem próximo a casa dos meus pais. Alugar uma garagem próxima da casa da Lilian não faz muito sentido, pois lá temos o carro dela. Eu uso a moto para vir trabalhar, e nos dias de chuva estava utilizando ônibus. Resultado: o carro era utilizado algumas vezes para eu ir da minha casa para a casa da Lilian (o pai dava carona para levar o carro de volta para casa) e em algumas saídas eventuais nos finais de semana em que estávamos lá em casa. O último abastecimento foi dia 28/03, no dia em que a Lilian e eu viajamos para gramado. Até o início de junho, não havia utilizado toda a gasolina do tanque.

3. Custo: Não tenho um box nem uma garagem para guardar o carro nem na minha casa nem na casa da Lilian. Para não deixar o carro na rua, soma-se um gasto mensal de 110 reais com garagem. Um dinheiro empregado basicamente em um lugar onde eu posso deixar o carro parado com segurança.

4. Custo/benefício: Com o dinheiro utilizado na garagem, eu consigo pegar táxi por um mês inteiro para ir da casa dos meus pais até a casa da Lilian, pois são raras as vezes em que chove e eu não consigo ir de moto. Na maior parte da semana eu vou direto para a casa dela após o trabalho.

Sábado, 28 de março

Viagem para Gramado com a Lilian para celebrar o primeiro ano de namoro e os três meses de noivado. Passando Novo Hamburgo, o ar-condicionado para de funcionar, e fica assim até voltarmos para Porto Alegre. Durante a semana, fui com o pai até a garagem, apertamos alguns cabos que não pareciam estar soltos e, como mágica, o ar-condicionado volta a funcionar. Alguns problemas elétricos envolvendo duas lâmpadas do painel (sistema de freio e temperatura) acendendo juntas sem motivo (fluido de freio normal, freios normais e temperatura normal - de acordo com o indicador) indicavam que mais uma parte do orçamento iria para a manutenção da Shaggy Machine. Como a situação já tinha provocado um desgosto parcial, a idéia da venda foi praticamente selada naquela semana.

Final de abril / Início de maio

Levei o carro no Willy, que é um chapeador conhecido do pai para consertar o estrago da batida e dar uma geral na lataria. Depois de mais 480 reais gastos, a Shaggy Machine nunca tinha estado tão bonita. Deu até vontade de cancelar a venda, mas eu já havia ido longe demais com a idéia para desistir.

Domingo, 10 de maio

O primeiro anúncio da venda foi veiculado na Zero-Hora, com o preço de R$ 10.500. De alguma maneira eu precisava estipular um preço para o carro, embora eu soubesse que eu iria precisar baixar este valor para vender. O mínimo seria R$ 8.000, mas eu só iria chegar neste valor depois de não conseguir vender por um bom tempo. Durante a semana teve apenas uma ligação, de uma pessoa que pediu a localização do carro e não deu mais retorno.

Domingo, 17 de maio

Além de ser o aniversário da Lilian, foi o segundo anúncio na Zero-Hora. O preço desceu para R$ 10.300, com poucas ou nenhuma ligação. Como coloquei o telefone de casa neste anúncio, alguns detalhes dos telefonemas (se existiram) foram perdidos.

Sábado, 23 de maio

Levei o carro na Rispoli Veiculos para saber como funcionava a venda de carros e efetuar uma avaliação do carro. A avaliação me deu um valor de R$ 9.000 e a venda seria de forma consignada, ou seja, eu iria receber o dinheiro quando o carro fosse negociado, independente da forma de negociação do comprador com a revenda.

Domingo, 24 de maio

Eu não tinha vontade de pagar garagem mais um mês para deixar o carro parado, então mais um anúncio foi veiculado, desta vez no valor de R$ 9.800. Abaixo dos R$ 10.000, a procura pelo carro não aumentou da forma que eu imaginava. O anúncio foi feito na sexta-feira, antes de eu levar o carro para ser avaliado.

Segunda, 25 de maio

Com todos os detalhes para a venda acertados, foi o dia de levar o carro no Eduardo para retirar toda a aparelhagem de som que estava instalada. Na volta para casa, ficou como marca o barulho que fazia o pisca-pisca, que eu nunca havia prestado atenção por estar sempre ouvindo música dentro do carro. Sem eu sequer imaginar, foi a última vez que eu dirigi a Shaggy Machine.

Quinta-feira, 29 de maio

O último anúncio veiculado na Zero-Hora, o primeiro feito durante a semana. Se na revenda vão me repassar R$ 9.000, o carro será vendido por aproximadamente R$ 10.000. Não custa nada tentar pegar um preço um pouco superior, até pela quantidade de anúncios veiculada. O preço do anúncio foi de R$ 9.300, e não obtive nenhum retorno em ligações.

Segunda, 1º de junho

Pedi ao pai que levasse o carro no Eduardo para a retirada da central de alarme, que não iria valorizar em nada o carro na negociação. Após isso, pedi também que ele levasse o carro até a Rispoli, para deixar o carro consignado para venda. Minha intenção era de que eu mesmo pudesse levar o carro, mas devido a alguns deslocamentos até um cliente da empresa acabei pedindo que ele me encontrasse lá. Depois de encontrado mais um problema (uma folga no setor da direção) que necessitava de um conserto (o carro não podia ser vendido assim) e de uma estupidez de um dos funcionários que quase me fez retirar o carro de lá, os últimos 240 reais gastos em manutenção e a Shaggy Machine definitivamente colocada a venda.

Quarta-feira, 3 de junho

Mais uma ligação, desta vez à noite, de um rapaz chamado Igor que viu o carro na Rispoli e gostou do carro. Não sei ao certo o motivo da ligação, mas ele se demonstrou bastante interessado e estava dependendo da chegada do pai dele (ou algo assim) para efetuar a negociação.

Quinta-feira, 4 de junho

Neste dia eu não tive nenhuma novidade sobre a Shaggy Machine, mas foi o dia que ficou marcado pela "adoção" do Corsa Sedan Cravo & Café. Levei o carro da Lilian lá no Eduardo para instalar o alarme que era da Shaggy Machine, além do rádio. Como a caixa de som que havia no porta-malas da Shaggy não ficou muito legal no Corsa, optei por adiar a instalação do módulo e do sub para o mês que vem, já que eu vou precisar mandar fazer outra caixa de som que se encaixe no porta-malas do Corsa Sedan.

Terça-feira, 9 de junho

De tarde, no trabalho, recebo uma ligação do José Rispoli informando que o Peugeot 306 havia sido vendido e pedindo que eu levasse o DUT (Documento Único de Transferência) preenchido na manhã seguinte. Os dados do comprador foram enviados por e-mail.

Quarta-feira, 10 de junho

Saí mais cedo do trabalho na parte da manhã para passar o cartório e autenticar o documento, já devidamente preenchido com os dados do comprador. Fui pela vez final até a Rispoli, onde eu casualmente encontro um antigo colega tentando trocar um Corsa por um Focus. Após ter entregue o DUT, deixei meus dados bancários para a transferência, que foi feita logo em seguida. Após quase dois anos, me despedi da Shaggy Machine sem sequer justificar o seu nome. I didn't even shagged there.

Conclusão

Desconfio que eu tenha escrito demais sobre um assunto que não deve ser tão interessante para a maioria dos leitores, muitos dos quais não devem nem ter conseguido chegar ao final do post.

Lindóia T.C.

No dia 7 de maio, me tornei sócio (ou dependente de sócio) no Lindóia Tênis Clube. A Lilian mudou a categoria de individual para patrimonial (diante do pagamento de uma taxa, obviamente) e eu entrei como dependente, assim eu posso fazer aulas de hidroginástica junto com ela e, talvez no futuro, mudar estas aulas para natação.

Como ainda não somos casados e noivo não pode ser considerado dependente, entrei como, sob fortes restrições, companheiro. Sim, sob fortes restrições, pois se ela começar a me chamar de companheiro daqui a pouco surge um sindicato e todos sabem onde essa novela vai terminar.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Déjà vu

4 de maio de 2008: Final do Campeonato Gaúcho, jogo que decide o título do estadual. Se o Inter ganhar, será pela 38ª vez Campeão Gaúcho.

19 de abril de 2009: Final da Taça Fábio Koff, jogo que decide o título do returno. Se o Inter ganhar, será pela 39ª vez Campeão Gaúcho.


4 de maio de 2008: O adversário do Inter é o Juventude, um time da cidade de Caxias do Sul.

19 de abril de 2009: O adversário do Inter é o S.E.R. Caxias, um time da cidade de Caxias do Sul.


4 de maio de 2008: Não conseguimos lugar na social, e acabamos indo para a arquibancada superior. Nas cadeiras que ficam à esquerda da parte coberta, 3ª fila, nos dois primeiros lugares.

19 de abril de 2009: Não conseguimos lugar na social, e acabamos indo para a arquibancada superior. Nas cadeiras que ficam à esquerda da parte coberta, 1ª fila, nos dois primeiros lugares.


4 de maio de 2008: O tempo estava nublado, alternando entre chuva e trégua. Acabamos tirando e colocando as capas de chuva algumas vezes durante a partida.

19 de abril de 2009: O tempo estava nublado, alternando entre chuva e trégua. Acabamos tirando e colocando as capas de chuva algumas vezes durante a partida.


4 de maio de 2008: O Internacional vence pelo placar de 8 x 1 e é Campeão Gaúcho.

19 de abril de 2009: O Internacional vence pelo placar de 8 x 1 e é Campeão Gaúcho.


Qualquer semelhança é mera coincidência. E ainda dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

sábado, 4 de abril de 2009

100 anos

Porque não é todo clube de futebol que comemora 100 anos.

E não é todo dia que uma comemoração dessas ocorre.

Parabéns, Sport Club Internacional!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Formigas

Duas formigas se encontram na rua, e uma pergunta para a outra:

- Como é o seu nome?
- Fu.
- Fu de que?
- Fu Miga. E o seu?
- Eu? Meu nome é Ota.
- Ota?
- É. Ota Fu Miga.

Com esta piada super antiga é que começa a ser narrada a saga das formigas. O único fato que precisa ser esclarecido é que quinta-feira é o dia de folga da Lilian, dia no qual ela não trabalha. Na quinta-feira em questão, o carro passou o dia estacionado no pátio do condomínio.

Sexta-feira, 7h10min da manhã. Hora, como em todos os outros dias (exceto na quinta), de sairmos juntos para ir trabalhar. Sairmos, pois depois de acordar em um horário desses nem vale a pena voltar para cama para dormir mais alguns minutos. Mas desta vez, havia algo errado na quase madrugada desta sexta.

Formigas andavam pelo carro. Não cobriam o carro, longe disso, mas não havia local no carro que pudesse ser visto sem que fossem vistas formigas caminhando. Caminhavam pelo painel, pelo estofamento, pelas portas, pela lataria, pelo motor e até pela motorista.

Eu cheguei a rir do comentário dengoso da Lilian arrancando na sinaleira: "Eu não vou conseguir dirigir com estas formigas aqui." Depois de dirigir um carro infestado de formigas, concordo com ela. É uma sensação bem desagradável, que deixa a impressão que existe alguma coisa caminhando pela perna ou pelo braço, mesmo que não tenha nada.

Sábado, após mandar lavar o carro e continuar vendo formigas que se esconderam durante a lavagem, a pesquisa da dedetização. Depois de ver os preços absurdos que seriam cobrados para efetuar tal serviço, a dica do noivo de procurar veneno em alguma agropecuária deixou de ser absurda, passando até a ser considerada uma boa idéia. Depois de comprar um veneno ecológico em spray que deve ser colocado em cima das formigas e da comida que vai servir de isca, a trégua.

Domingo de aniversário da Gilda, pegamos o carro para almoçar e depois para buscar a mãe e a irmã, que o pai não vai levar porque não vai chegar a tempo. Carro limpinho sem formiga nenhuma, a não ser algumas mortas.

Segunda-feira, mesma situação. Carro sem formigas, drama encerrado. Pelo a menos até a hora de sair da escola. Nesta hora, nota-se a presença de mais formigas dentro e fora do veículo, algumas carregando os corpos de formigas mortas pelo veneno. Após pesquisar na Internet coisas que as formigas não gostam e conversar com a Dona Inêz sobre o assunto, o carro ganhou um tempero especial. Borra de café no chassi próximo ao motor e dentro do carro, além de cravos da índia espalhados no motor, na parte interna e dentro do porta-malas. Um legítimo Corsa Sedan Cravo & Café.

No dia seguinte duas formigas foram vistas dentro do carro, parecendo estar tontas. Posteriormente, nenhuma formiga foi vista andando dentro ou próximo do carro.

domingo, 1 de março de 2009

1, 2, 3...

...o Grêmio é freguês.

Depois de começar a namorar com a Lilian, ficamos sócios do Inter. Talvez não tenha sido o melhor negócio do mundo, pois não fomos a tantos jogos que fizessem valer a pena ter se associado, mas também não foi o pior investimento (no final do ano pudemos ver que teria sido muito pior investir no mercado de ações).

A associação foi feita pensando na final do Campeonato Gaúcho de 2008, onde o Inter iria enfrentar o Juventude, existindo uma previsão de que não restariam ingressos para o público não-sócio devido ao alto número de sócios.

O primeiro jogo que fomos assistir: a final Inter x Juventude, evidentemente. O segundo jogo foi o Gre-Nal do Campeonato Brasileiro de 2008. Uma olhada nos resultados:

Inter 8 x 1 Juventude
Inter 4 x 1 Grêmio

Sim, os matemáticos irão conseguir ver uma certa progressão aritmética geométrica nesses resultados. E não é para menos. De lá para cá, eu falei diversas vezes que o próximo jogo iria ser uma vitória do Inter por 2 x 1, não interessando o adversário. E veio mais um Gre-Nal.

Saí de casa já sabendo antecipadamente o resultado da partida. No próximo jogo, só levo a Lilian comigo se um empate em 1 x 1 for um bom resultado.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Casamento

Sim, os rumores são verdadeiros. O pedido de casamento foi feito e a união está sendo oficializada. Já existe até uma primeira previsão de data, mas como não existe nenhuma confirmação as coisas vão ficar só na expectativa.

De uma grande amizade irá nascer uma grande paixão.

Talvez assim possa ser definido meu relacionamento com a Lilian. Ela namorou durante 8 anos o meu melhor amigo. E a mulher do teu melhor amigo passa a ser algo próximo do teu segundo melhor amigo. Afinal, como todo mundo sabe, mulher de amigo é homem. E ex-mulher de amigo?

Obviamente, depois do final do relacionamento da Lilian com o meu melhor amigo, a última coisa que me passaria pela cabeça seria encontrar a sua ex-namorada. Seria um protocolo entre amigos que estaria sendo quebrado. E não teria sido quebrado, se dois corações não se unissem e interferissem neste assunto.

28 de março de 2008: A festa no Opinião

Eu obviamente nunca fui muito de festas. Talvez por minha incapacidade timidez que dificultava na hora de chegar nas mulheres, talvez por gostar mais da luz do sol. Mas em festas onde existia alguma boa companhia eu estava presente, muito mais pela diversão do que pelo espírito da caça. E nesta festa, foi a diversão que serviu como motivação.

Dentro do Opinião, aconteceu algo tanto inexplicável quando improvável. Música, cerveja, dança, música, banda, dança, ice, dança, banda, música, intervalo da banda, música, dança, mais dança, rosto colado, dança, mais dança e... beijo! O tanto de inexplicável e improvável agora se transformava também em indescritível. Sobrou química, física, biologia ou qualquer outra matéria envolvida nestes assuntos. O beijo deve ter durado algumas músicas, e muitos outros beijos se seguiram nesta noite. Ao final da festa, um misto de alegria, tristeza e certeza. Alegria, por encontrar alguém tão compatível. Tristeza, por saber que em virtude de todas as circunstâncias ao nosso redor, talvez aquele encontro nunca mais se repetisse. Certeza, por saber que se eventualmente este encontro acontecesse novamente, não iríamos mais nos separar.

05 de abril de 2008: O aniversário da Joana

Em um Mulligan depois, o Ricardo comentou que achou um pouco ousado eu a ter convidado para um aniversário onde estariam todos os meus amigos, e se admirando um pouco de ela ter aceito, pois estava parecendo que eu estava apresentando aos meus amigos uma namorada. De certa forma estava, apesar de não deixar isto claro em momento algum. Eu sentia ela como uma namorada e, como fui saber depois, ela também se sentia como tal. No nosso segundo encontro, um sentimento não oficializado.

12 de abril de 2008: O jantar com a Família

A Lilian perdeu o pai com 17 anos. Sem irmãos nem irmãs, a família se resume a ela e a mãe. A janta foi uma pizza e dois DVDs, que foram colocados no Player mas não foram assistidos. Entre filmes, abraços e beijos, o pedido de namoro, que foi aceito na mesma hora.

21 de abril de 2008: O primeiro Eu te amo

Foi um feriado. Os fatos que ocorreram neste dia não precisam ser destacados nesta história. Tomada a decisão de ficarmos juntos, cada um estava disposto a ir até o fim. Depois de algumas confusões, peguei a moto e fui para a casa dela. Liguei para ela e pedi que ela fosse até a frente do prédio. Ali na frente, o primeiro eu te amo foi seguido logo por um eu também te amo.

12 de junho de 2008: O dia dos namorados

Depois de bater a Shaggy Machine em uma história já narrada por aqui, veio o dia dos namorados. Sem idéia de que tipo de presente dar nesta data, optei por mandar fazer um par de alianças de compromisso em prata. Pesquisando um pouco sobre o assunto, notei que existe um padrão nestas ocasiões. A aliança de compromisso leva o nome do namorado (ou o nome dos dois, mas não foi este o caso) e a data de início do namoro. Ao invés de 12 de abril, optei por 28 de março. Afinal, no dia 12 de abril apenas nos declaramos como algo que já éramos a partir da festa no Opinião. Ela obviamente gostou, e não tiramos mais as alianças, a não ser para limpá-las.

Início de outubro: A idéia

Já fazia algum tempo que dormíamos juntos todas as noites. Já tínhamos uma união e uma intimidade que muitos casais em um estágio muito mais avançado nem pensam em adquirir. É hora de noivar, mas como fazer isto?

Imaginei uma surpresa. Como a Lilian pediu que eu não terminasse o namoro antes da banca do Trabalho de Conclusão, deixei o pedido para o mês de dezembro. Como existia uma possibilidade grande de que tivessemos um recesso entre o Natal e o ano novo, escolhi o dia 28 de dezembro como data de fazer o pedido, pois seria o nosso aniversário de 9 meses de namoro. Criei um documento com o texto que eu iria ler para ela na ocasião, trabalhando com a possibilidade de passarmos esta semana em Balneário Camboriú, onde o meu tio possui um apartamento. Em novembro, mandei fazer as alianças. Enquanto isso, ia escrevendo, apagando e corrigindo o documento, em uma tentativa de fazer com que tudo saísse perfeito.

17 de novembro de 2008 - O pedido para a mãe

Não queria fazer nada escondido. No dia 17 de novembro, tendo ficado prontas as alianças, fui conversar com a minha futura Sogra. Em uma conversa um pouco informal, pedi a mão da Lilian em casamento. Ao receber o aval, mostrei as alianças e detalhei todos os planos para o pedido de casamento, contando que ela mantesse o segredo para preservar a surpreza.

26 de dezembro de 2008 - A viagem

A viagem para Balneário Camboriú saiu, e não tinha mais volta. No mesmo dia, compramos passagens de volta para o dia 30 de dezembro, no ônibus das 21:45. Lá, toda a expectativa de que o dia estivesse bonito, agradável, quente e sem chuva.

28 de dezembro de 2008 - O pedido

Depois de tomar muito sol nas costas nos dois primeiros dias de praia, dia 28 foi o dia de ser um pouco mais cauteloso. Muito protetor solar, banhos de mar relativamente curtos e um pouco de febre no decorrer da tarde, mas nada que pudesse comprometer a noite que estava por vir. Por ser a nossa comemoração de 9 meses juntos, a Lilian quis um jantar a dois. Jantamos em um restaurante na Avenida Atlântica, que fica de frente para o mar. Durante o jantar, comemos devagar, esperando que anoitecesse para celebrarmos esta data com uma caminhada na beira da praia.

Caminhando, começamos a fazer desenhos na areia. Escrevemos nossos nomes com corações em volta. Disse para ela que eu havia preparado um pequeno texto para a ocasião. Tirei meu iPod do bolso e comecei a ler, embora algumas lágrimas tenham dificultado um pouco esta tarefa.

Ao final do texto, ela tentou abraçar-me. Recusei o abraço, tirei as alianças do bolso e, como manda o protocolo, ajoelhei-me na areia, pedindo sua mão em casamento. Depois de cair no choro, se ajoelhar, chorar, me abraçar, chorar um pouco mais, secar as lágrimas e chorar mais um pouco, o Sim tão esperado.

Férias

As últimas férias foram em 2001. Passei no vestibular e fui aproveitar a praia. Depois disso os federais entraram em greve e, quando o calendário acadêmico voltou ao normal, eu comecei a trabalhar como estagiário (mais precisamente em 22 de dezembro de 2004). Agora, um pouco antes de completar dois anos de carteira assinada, tenho o direito de tirar férias. E nestas férias:

  • Viagei para Pinhal Sul;
  • Conheci o centrinho de Magistério;
  • Aprendi a jogar Canastra;
  • Comecei a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias;
  • Levei cantada de um homem vestido de mulher;
  • Assisti o desfile das escolas de samba Bambas da Orgia, União da Vila do IAPI e Imperatriz Dona Leopoldina do Camarote da AmBev no Sambódromo de Porto Alegre;
  • Tomei refrigerante, cerveja, suco e água;
  • Fiz muitas outras coisas que não são tão relevantes...
  • ...não necessariamente nesta ordem.
E mal terminaram as férias e eu já tenho vontade de que comecem as próximas.