quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Casamento

Sim, os rumores são verdadeiros. O pedido de casamento foi feito e a união está sendo oficializada. Já existe até uma primeira previsão de data, mas como não existe nenhuma confirmação as coisas vão ficar só na expectativa.

De uma grande amizade irá nascer uma grande paixão.

Talvez assim possa ser definido meu relacionamento com a Lilian. Ela namorou durante 8 anos o meu melhor amigo. E a mulher do teu melhor amigo passa a ser algo próximo do teu segundo melhor amigo. Afinal, como todo mundo sabe, mulher de amigo é homem. E ex-mulher de amigo?

Obviamente, depois do final do relacionamento da Lilian com o meu melhor amigo, a última coisa que me passaria pela cabeça seria encontrar a sua ex-namorada. Seria um protocolo entre amigos que estaria sendo quebrado. E não teria sido quebrado, se dois corações não se unissem e interferissem neste assunto.

28 de março de 2008: A festa no Opinião

Eu obviamente nunca fui muito de festas. Talvez por minha incapacidade timidez que dificultava na hora de chegar nas mulheres, talvez por gostar mais da luz do sol. Mas em festas onde existia alguma boa companhia eu estava presente, muito mais pela diversão do que pelo espírito da caça. E nesta festa, foi a diversão que serviu como motivação.

Dentro do Opinião, aconteceu algo tanto inexplicável quando improvável. Música, cerveja, dança, música, banda, dança, ice, dança, banda, música, intervalo da banda, música, dança, mais dança, rosto colado, dança, mais dança e... beijo! O tanto de inexplicável e improvável agora se transformava também em indescritível. Sobrou química, física, biologia ou qualquer outra matéria envolvida nestes assuntos. O beijo deve ter durado algumas músicas, e muitos outros beijos se seguiram nesta noite. Ao final da festa, um misto de alegria, tristeza e certeza. Alegria, por encontrar alguém tão compatível. Tristeza, por saber que em virtude de todas as circunstâncias ao nosso redor, talvez aquele encontro nunca mais se repetisse. Certeza, por saber que se eventualmente este encontro acontecesse novamente, não iríamos mais nos separar.

05 de abril de 2008: O aniversário da Joana

Em um Mulligan depois, o Ricardo comentou que achou um pouco ousado eu a ter convidado para um aniversário onde estariam todos os meus amigos, e se admirando um pouco de ela ter aceito, pois estava parecendo que eu estava apresentando aos meus amigos uma namorada. De certa forma estava, apesar de não deixar isto claro em momento algum. Eu sentia ela como uma namorada e, como fui saber depois, ela também se sentia como tal. No nosso segundo encontro, um sentimento não oficializado.

12 de abril de 2008: O jantar com a Família

A Lilian perdeu o pai com 17 anos. Sem irmãos nem irmãs, a família se resume a ela e a mãe. A janta foi uma pizza e dois DVDs, que foram colocados no Player mas não foram assistidos. Entre filmes, abraços e beijos, o pedido de namoro, que foi aceito na mesma hora.

21 de abril de 2008: O primeiro Eu te amo

Foi um feriado. Os fatos que ocorreram neste dia não precisam ser destacados nesta história. Tomada a decisão de ficarmos juntos, cada um estava disposto a ir até o fim. Depois de algumas confusões, peguei a moto e fui para a casa dela. Liguei para ela e pedi que ela fosse até a frente do prédio. Ali na frente, o primeiro eu te amo foi seguido logo por um eu também te amo.

12 de junho de 2008: O dia dos namorados

Depois de bater a Shaggy Machine em uma história já narrada por aqui, veio o dia dos namorados. Sem idéia de que tipo de presente dar nesta data, optei por mandar fazer um par de alianças de compromisso em prata. Pesquisando um pouco sobre o assunto, notei que existe um padrão nestas ocasiões. A aliança de compromisso leva o nome do namorado (ou o nome dos dois, mas não foi este o caso) e a data de início do namoro. Ao invés de 12 de abril, optei por 28 de março. Afinal, no dia 12 de abril apenas nos declaramos como algo que já éramos a partir da festa no Opinião. Ela obviamente gostou, e não tiramos mais as alianças, a não ser para limpá-las.

Início de outubro: A idéia

Já fazia algum tempo que dormíamos juntos todas as noites. Já tínhamos uma união e uma intimidade que muitos casais em um estágio muito mais avançado nem pensam em adquirir. É hora de noivar, mas como fazer isto?

Imaginei uma surpresa. Como a Lilian pediu que eu não terminasse o namoro antes da banca do Trabalho de Conclusão, deixei o pedido para o mês de dezembro. Como existia uma possibilidade grande de que tivessemos um recesso entre o Natal e o ano novo, escolhi o dia 28 de dezembro como data de fazer o pedido, pois seria o nosso aniversário de 9 meses de namoro. Criei um documento com o texto que eu iria ler para ela na ocasião, trabalhando com a possibilidade de passarmos esta semana em Balneário Camboriú, onde o meu tio possui um apartamento. Em novembro, mandei fazer as alianças. Enquanto isso, ia escrevendo, apagando e corrigindo o documento, em uma tentativa de fazer com que tudo saísse perfeito.

17 de novembro de 2008 - O pedido para a mãe

Não queria fazer nada escondido. No dia 17 de novembro, tendo ficado prontas as alianças, fui conversar com a minha futura Sogra. Em uma conversa um pouco informal, pedi a mão da Lilian em casamento. Ao receber o aval, mostrei as alianças e detalhei todos os planos para o pedido de casamento, contando que ela mantesse o segredo para preservar a surpreza.

26 de dezembro de 2008 - A viagem

A viagem para Balneário Camboriú saiu, e não tinha mais volta. No mesmo dia, compramos passagens de volta para o dia 30 de dezembro, no ônibus das 21:45. Lá, toda a expectativa de que o dia estivesse bonito, agradável, quente e sem chuva.

28 de dezembro de 2008 - O pedido

Depois de tomar muito sol nas costas nos dois primeiros dias de praia, dia 28 foi o dia de ser um pouco mais cauteloso. Muito protetor solar, banhos de mar relativamente curtos e um pouco de febre no decorrer da tarde, mas nada que pudesse comprometer a noite que estava por vir. Por ser a nossa comemoração de 9 meses juntos, a Lilian quis um jantar a dois. Jantamos em um restaurante na Avenida Atlântica, que fica de frente para o mar. Durante o jantar, comemos devagar, esperando que anoitecesse para celebrarmos esta data com uma caminhada na beira da praia.

Caminhando, começamos a fazer desenhos na areia. Escrevemos nossos nomes com corações em volta. Disse para ela que eu havia preparado um pequeno texto para a ocasião. Tirei meu iPod do bolso e comecei a ler, embora algumas lágrimas tenham dificultado um pouco esta tarefa.

Ao final do texto, ela tentou abraçar-me. Recusei o abraço, tirei as alianças do bolso e, como manda o protocolo, ajoelhei-me na areia, pedindo sua mão em casamento. Depois de cair no choro, se ajoelhar, chorar, me abraçar, chorar um pouco mais, secar as lágrimas e chorar mais um pouco, o Sim tão esperado.

7 comentários:

Jo Leal disse...

Tchê, que a fudê a história.

Desconhecia-a totalmente e fico tri feliz por ti. Por vocês dois. :)

Abraço!

Luiz disse...

Beleza de história, ficou faltando contar que as alianças foram entregues em Balneário Camburiu por um moto-senior.
O beijo e a bênção de teu pai

SuperPri disse...

Que lindo, Roquildo!
Espero que, depois de sumir dos compromissos da NDI, tu não esqueça de convidar a gente pra compartilhar desse teu momento importante! :*
Parabéns mesmo!
E como não podia deixar de ser nerd: vida longa e próspera!

Aisha disse...

Eba, mais um pro time da ndi casais :D

Cristiane Rocca disse...

Muito lindo o texto. Como irmã só posso dizer uma coisa: o casal mais engraçado que já conheci.

Laura Lopes disse...

Ai, que lindo!! Parabéns! Que vocês sejam ainda mais felizes!

Whiskas disse...

Super atrasado, só fui achar o teu novo blog agora. Massa, tchê. Parabéns pros dois.