segunda-feira, 30 de março de 2009

Formigas

Duas formigas se encontram na rua, e uma pergunta para a outra:

- Como é o seu nome?
- Fu.
- Fu de que?
- Fu Miga. E o seu?
- Eu? Meu nome é Ota.
- Ota?
- É. Ota Fu Miga.

Com esta piada super antiga é que começa a ser narrada a saga das formigas. O único fato que precisa ser esclarecido é que quinta-feira é o dia de folga da Lilian, dia no qual ela não trabalha. Na quinta-feira em questão, o carro passou o dia estacionado no pátio do condomínio.

Sexta-feira, 7h10min da manhã. Hora, como em todos os outros dias (exceto na quinta), de sairmos juntos para ir trabalhar. Sairmos, pois depois de acordar em um horário desses nem vale a pena voltar para cama para dormir mais alguns minutos. Mas desta vez, havia algo errado na quase madrugada desta sexta.

Formigas andavam pelo carro. Não cobriam o carro, longe disso, mas não havia local no carro que pudesse ser visto sem que fossem vistas formigas caminhando. Caminhavam pelo painel, pelo estofamento, pelas portas, pela lataria, pelo motor e até pela motorista.

Eu cheguei a rir do comentário dengoso da Lilian arrancando na sinaleira: "Eu não vou conseguir dirigir com estas formigas aqui." Depois de dirigir um carro infestado de formigas, concordo com ela. É uma sensação bem desagradável, que deixa a impressão que existe alguma coisa caminhando pela perna ou pelo braço, mesmo que não tenha nada.

Sábado, após mandar lavar o carro e continuar vendo formigas que se esconderam durante a lavagem, a pesquisa da dedetização. Depois de ver os preços absurdos que seriam cobrados para efetuar tal serviço, a dica do noivo de procurar veneno em alguma agropecuária deixou de ser absurda, passando até a ser considerada uma boa idéia. Depois de comprar um veneno ecológico em spray que deve ser colocado em cima das formigas e da comida que vai servir de isca, a trégua.

Domingo de aniversário da Gilda, pegamos o carro para almoçar e depois para buscar a mãe e a irmã, que o pai não vai levar porque não vai chegar a tempo. Carro limpinho sem formiga nenhuma, a não ser algumas mortas.

Segunda-feira, mesma situação. Carro sem formigas, drama encerrado. Pelo a menos até a hora de sair da escola. Nesta hora, nota-se a presença de mais formigas dentro e fora do veículo, algumas carregando os corpos de formigas mortas pelo veneno. Após pesquisar na Internet coisas que as formigas não gostam e conversar com a Dona Inêz sobre o assunto, o carro ganhou um tempero especial. Borra de café no chassi próximo ao motor e dentro do carro, além de cravos da índia espalhados no motor, na parte interna e dentro do porta-malas. Um legítimo Corsa Sedan Cravo & Café.

No dia seguinte duas formigas foram vistas dentro do carro, parecendo estar tontas. Posteriormente, nenhuma formiga foi vista andando dentro ou próximo do carro.

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