domingo, 30 de maio de 2010

O acidente

É certo e confirmado que eu também sou um idiota e já bati o carro duas vezes utilizando a marcha ré. Mas eu acredito que existam pessoas mais idiotas ainda, e o sujeito desta história é uma destas.

Em 2003 e 2004 eu estudei inglês em uma escola falcatrua. Tive a sorte de terminar o meu curso um mês antes da falência total da escola, mas este não é o tópico a ser abordado. Eu tive uma professora pela qual eu tinha uma certa queda (e quem não tem?), que também não é o alvo desta história.

O que ocorreu neste dia ensolarado de janeiro do ano de 2005 foi que alguns alunos e professores marcaram uma reunião na casa de uma das professoras a fim de discutir sobre a possibilidade de uma ação judicial contra os caloteiros donos da escola. Afinal, haviam mensalidades pagas que não foram usufruídas e salários atrasados.

Mesmo não tendo nenhum valor a ser restituído, fui para a reunião, pois poderia indicar o meu pai advogado para a ação trabalhista, além de prestar uma certa solidariedade aos professores e alunos que tinham perdido dinheiro com toda esta história. Para completar, ainda existia a professora pela qual eu tinha a queda. Para não deixar este tópico aberto, conversei com ela depois e percebi que não havia nenhuma reciprocidade.

Voltando ao assunto principal, a anfitriã da reunião, uma professora jovem e bastante atraente, marcou a reunião no local de trabalho da mãe dela, próximo à Av. Baltazar de Oliveira Garcia. Repetindo: Jovem e bastante atraente. Antes de causar confusão, esta não é a professora pela qual eu sentia queda, o que explica o fato de eu estar prestando mais atenção ao movimento dos carros do que à ela.

Em um dado momento, vejo um Fiat Uno descendo a Av. Baltazar. Este carro me chamou logo a atenção, pois o grupo que estava próximo à Baltazar esperando pelos outros alunos e professores, no qual eu estava incluído, foi logo alvo de um olhar escancarado deste idiota motorista. Mais precisamente, a bela jovem professora mencionada. Vi os olhos do motorista fixos nela por alguns segundos, e achei a cena engraçada.

Obviamente, o motorista é um idiota. Não por ter olhado para a bela jovem, mas por não prestar atenção em mais nada. Quando ele olhou para a frente, para confirmar a sua idiotice, tudo o que ele viu foi um Fusca parado no semáforo. Vi as rodas derrapando no asfalto, o que não evitou a iminente colisão. Ambos os motoristas saíram dos seus carros para ver o que havia acontecido, e o prejuízo não foi maior do que alguns poucos danos materiais. Ou seja, o idiota havia concluído o seu objetivo de conquistar a atenção da bela jovem, apesar de que isto possa ter acontecido de uma maneira diferente da que ele pretendia.

No final, tudo isto serve apenas para dizer que as mulheres no trânsito representam, sim, um perigo. Mesmo que seja apenas por seus atributos físicos.

Um comentário:

Whiskas disse...

Mas cadê o tal fluxograma da barata?