sábado, 30 de junho de 2007

Gigante

Fantástico. Incrível. Emocionante. Embasbacante. Exuberante. Gigante. E lindo.

Eu adoro futebol, e não escondo isso. Apesar de não saber jogar eu gosto de assistir, comentar e acompanhar bastidores, e essa paixão vem desde pequeno. Papai era torcedor do Inter, mamãe torcia pro time do papai e é óbvio que papai ficaria aborrecido de ter um filhinho que tivesse simpatia por algum time rival. Ou seja, eu, o filhinho, tive total liberdade para escolher ser colorado.

Nos inícios dos anos 90 meu pai ia a alguns jogos e me levava junto. Aquele negócio de pai parceiro que leva o filho pra ir pro jogo. Eu não entendia muita coisa, não era a minha maior diversão. Depois veio uma mudança para uma zona que ficava longe do estádio. Como não tínhamos carro na época e o orçamento era curto, não sobrava tempo para diversões futebolísticas. O dinheirinho que sobrava no fim do mês realizava outros tipos de sonhos. Um freezer, um armário na cozinha, uma mesa de jantar, uma escada (e quem não tem uma escada sabe a falta que uma faz), um conjunto de sofás, uma antena parabólica, um carro, uma estante e algumas outras coisinhas. Foram vitórias sendo conquistadas aos poucos em uma casa situada no Campo da Tuca, uma vila próxima da Volta da Cobra. Ou seja, quem não tinha estes itens citados acima dentro de casa, não podia se dar ao luxo de sustentar uma paixão por um time de futebol. Ir ao estádio assistir um jogo deixou de ser esporádico para ser raro. E a vontade de acompanhar os jogos também diminuiu.

Em 2003 o mesmo paizão citado anteriormente resolveu ver como andavam as pendências monetárias com o clube. Ganhou uma anistia, as dívidas foram zeradas e voltamos a freqüentar o estádio. O Internacional quase caiu para a segunda divisão e estávamos lá, torcendo. Era a volta à torcida do Inter. Assistir aos jogos deixou de ser raro para ser habitual.

Se você que está lendo isso nunca entrou em um estádio de futebol, eu recomendo. Pode ser qualquer jogo. Pode ser até a Seleção da Nestlé x Empacotadores do Zaffari. Quando se entra em um estádio pela primeira vez a sensação é indescritível. Sinto falta desta sensação, pois quando se vai à todos os jogos isso é perdido. É a mesma coisa que visitar o Cristo Redentor. Nunca fui, mas deve ser incrível para quem vai pela primeira vez, enquanto é banal para o guia turístico que vai lá todos os dias.

Domingo, dia de Gre-Nal. Minha irmã é contemplada com um ingresso para o filme O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Entram em contato e combinam a entrega do ingresso para sexta-feira, 13:30. Junto com a entrega do ingresso, uma visita ao campo. "Eu vou de penetra."

O Beira-Rio é um cubículo. O Gigante lá de dentro parece menor que o Gigantinho. Um grito lá de dentro ecoa dentro do estádio. O gol então é minúsculo. A distância do meio campo até o gol é uma questão de passos. E o gramado é lindo. Fico imaginando como é entrar lá com um coro de 50 mil vozes vindas das arquibancadas. Uma pessoa dentro do campo consegue se comunicar perfeitamente com alguém na arquibancada. Imagina só 50 mil vozes...

No fim, dos vinte torcedores contemplados, apenas a minha irmã compareceu. Destes 20, alguns são do interior e receberão o ingresso por correio. Cinco haviam confirmado presença. E apenas a minha irmã compareceu. Resultado? Ao invés de um ingresso, ganhamos três. Mas o ingresso certamente não foi o ponto forte da visita.

Quer saber qual a sensação de um torcedor ao pisar em um gramado? Sabe quando é natal, e você desembrulha aquele presente que esperou o ano inteiro? Sabe quando no final do ano você passa por média na matéria que você achava que ia pegar recuperação? Sabe quando você está na cama e recebe um beijo de boa noite da mamãe? É algo parecido com isso. A gente rala dias, meses, anos pra ter dias como esse. E eles valem cada minuto. Eles merecem ser vividos. Eles fazem a gente se sentir como uma criança de novo.

Eu nunca me esquecerei
dos dias que passei
contigo Inter!

Colorado é coração
trago amor e paixão
pra sempre Inter!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mudanças na rotina

Pois é. Em fevereiro aconteceu uma mudança meio drástica em uma rotina à qual eu já estava acostumado. A formatura? O "fim" das aulas? Não. A carga horária de trabalho.

Não faz tanta diferença no ambiente de trabalho. Quando tem coisas pra fazer, oito horas passam rapidinho. Mas se somar isso com a faculdade, o resultado é que o dia fica mais curto. Me matriculei em uma cadeira para antecipar créditos do mestrado. Não sei ao certo se foi porque eu realmente tinha vontade de fazer mestrado, porque eu não queria perder os benefícios de estudante ou porque eu não queria perder o vínculo com o instituto (aqui entenda-se colegas). A questão é que a rotina ficou cansativa. Muito cansativa.

As aulas estavam no horário de terças e quintas pela manhã. Isso fazia com que, eu trabalhasse até às 19h de segunda à quinta, trabalhando nove horas e meia às segundas e quartas. Acabei matando uma aula. Uma só, que foi dada pelo professor substituto. E a outra, também dada pelo professor substituto, porque só fui informado desta aula na quarta-feira anterior, e não teria tempo de compensar as horas. E a outra, onde o professor deu tarefas novas. E todas as outras que foram dadas.

Resultado? Abandonei a faculdade, pelo a menos por enquanto. Talvez daqui a uns dois ou três anos eu volte a pensar em fazer alguma coisa. Não considero impossível fazer um mestrado junto com uma carga horária de trabalho normal. Apenas não é essa a prioridade no momento.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

NDI-FFC

Até este campeonato eu considerava o glorioso NDI-FFC o melhor time do mundo. Até este campeonato.

Não que o time não esteja bem, muito pelo contrário. Mas há alguns fatores extra-campo que deixam o time um pouco vulnerável.

  • Disputa pela artilharia. Na tentativa de disputar pela artilharia do time e conseqüentemente por uma vaga na "banheira" apenas esperando a bola chegar, o vice-artilheiro marcou um gol contra. Não vale, né?
  • Disputas individuais entre jogadores. Há alguns reservas que estão difamando a imagem dos jogadores titulares. Tudo por uma vaga no time. Circularam inclusive boatos de que o goleiro havia participado de uma festa na noite anterior. Pode isso? Obviamente não.
  • Falta de apoio da direção. Não existe entrosamento entre os jogadores, eles mal se conhecem. E a direção não faz absolutamente NADA!
  • Alguns jogadores são verdadeiras MULHERES dentro do campo. Não irei citar nomes.
  • Salto-alto. Em duas partidas o time entrou em campo com 100% dos jogadores já graduados, que acharam que apenas por esta razão a partida já estava ganha.
  • Problemas com o técnico. Alguns jogadores estão se poupando em campo apenas para causar a demissão do treinador.
  • Escândalos com a arbitragem. O time vem sendo ROUBADO jogo após jogo e a direção é omissa.
  • Falso moralismo dentro do gramado. Os jogadores tentam mostrar para a torcida que está tudo bem quando não está, através dos gritos de guerra.
  • Problemas de vestiário. O atacante coloca a culpa no zagueiro. O zagueiro coloca a culpa no lateral direito. O lateral direito coloca a culpa no meio-campo. O meio-campo coloca a culpa no volante. O volante coloca a culpa no lateral esquerdo. O lateral esquerdo coloca a culpa o goleiro. E o goleiro coloca a culpa no atacante. Não dá!
  • Jogadores no exterior. Ainda não terminou o tempo de empréstimo dos jogadores que estão atuando fora do país.
  • Falta de decisão do treinador. O time muda a escalação com uma freqüência muito alta.

Resumindo. O glorioso NDI-FFC passa por um período de dificuldades, e precisará mais do que nunca do apoio da torcida. Você que torce para o time, consulte nossos representantes e associe-se. Contribua com as mensalidades e assista de cadeira os próximos jogos, com acesso irrestrito à todos os setores do estádio.

Apesar dos resultados negativos, a presença do time está garantida no próximo campeonado, a não ser que o clube vá à falência. TORCEDOR, CONTAMOS COM O SEU APOIO!

Site oficial: http://groups.google.com/group/ndi-ffc.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

GOOOOOOL!!!

Placar atual: Carlos 2 x 1 Luciana.

Sabe aquelas coisas que passam e tu diz "droga"? Pois é. Saindo da CCMQ para o Shopping Iguatemi. Qual é o caminho mais rápido para quem está na Osvaldo Aranha? Fácil. Segue reto, Faz o balão para pegar a Lucas de Oliveira, atravessar a Protásio e seguir feliz pela combinação Nilópolis/Nilo.

O que o esperto aqui não fez? Se dar conta disso, obviamente. Pegou o caminho que sempre pega quando sai de casa. Só que eu fiz uma volta muito maior. Da Osvaldo eu peguei a Ramiro, a Ipiranga e a 3ª Perimetral. Legal, né?

Andar devagar não é a minha preferência. Resultado? Outra multa, só que desta vez por excesso de velocidade. Levar multa por ser burro e pegar o caminho mais difícil? DARWIN AWARDS, AÍ VOU EU!