quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Texto de autoria desconhecida

Parabéns, colorados!
Eu lembro de ver o INTER perder a final da Copa União para o Flamengo.
Eu lembro de ver o INTER perder a final do Brasileiro para o Bahia.
Eu lembro de ver o INTER perder a semifinal da Libertadores para o Olímpia.
Eu lembro de ver o INTER não ganhar um jogo sequer na Libertadores de 93.
Eu lembro de uma época em que ficar entre os oito primeiros do Brasileirão era o máximo, e de quase nunca ver o INTER lá.
Eu lembro de ver jornais dizendo que o INTER seria rebaixado por não pagar suas dívidas.
Eu lembro de ver o INTER perder para um Bragantino já rebaixado.
Eu lembro de ver o INTER perder para o Ypiranga de Erechim e ficar de fora da final do Gauchão.
Eu lembro de ver o INTER perder o Gauchão para o Juventude no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER perder uma semifinal de Copa do Brasil por 0 x 4 no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER vender ingressos a R$ 1,00 e apagar as luzes do Beira-Rio para permanecer na 1ª Divisão.
Eu lembro de ver patrolas da Prefeitura derrubando cercas no Beira-Rio.
Eu lembro de ver um Presidente abrindo um cofre e contando moedas no Beira-Rio.
Eu lembro de ver o INTER mandar o Dunga embora de uma forma que me envergonha até hoje.
Eu lembro de ver o INTER ficar mais de três anos sem ganhar gre-NAL.
Eu lembro de ver o INTER precisar ganhar um jogo fora e depender de quatro resultados paralelos para não ser rebaixado.
Eu lembro de achar que o mais difícil não eram os resultados paralelos, mas o INTER vencer.
Eu lembro de tudo isso porque me lembro da chacota dos rivais e da dor que, calado, eu tinha que suportar.
Eu lembro que até o nome do meu time era motivo de deboche.
Mas eu vi e vivi isso tudo e me tornei ainda mais forte.
Eu lembro de ver o INTER ganhar um gre-NAL na casa do adversário depois de anos de humilhação.
Eu lembro de ver o INTER ser humilde e de disputar um Gauchão como uma Copa do Mundo, valorizando cada vitória no interior.
Eu lembro de ver o INTER voltar às competições internacionais.
Eu lembro de ter valorizado um jogo contra o Junior de Barranquilla como se fosse o Mundial de Clubes FIFA.
Eu lembro de ver o INTER disputar e vencer o Campeonato Brasileiro de 2005.
Eu lembro de ver Tinga sofrer pênalti no Pacaembu.
Eu ainda sinto, todo santo dia, a dor pela roubalheira de Sweiter e Márcio Rezende de Freitas.
Eu lembro de ver o INTER desistir de uma ação judicial por ameaças da CBF e da Conmebol.
Eu lembro de ver o INTER voltar à Libertadores 17 anos depois.
Eu lembro de ver o INTER vencer no Uruguai com um golaço do Rentería.
Eu lembro de ter chorado quando o INTER fez um gol na altitude de Quito.
Eu lembro da defesa do Clemer no último lance contra a LDU.
Eu lembro de ter exorcizado o fantasma do passado na semi-final contra o Libertad.
Eu lembro de ver Sóbis e alguns mil colorados calarem 70 mil no Morumbi.
Eu lembro de ver Fernandão se atirar no chão e estufar as redes no Beira-Rio.
Eu lembro de ver Tinga ser expulso por fidelidade a Deus.
Eu lembro de ver Clemer defender uma bola no ângulo aos 45 do segundo tempo.
Eu lembro de ver o INTER CAMPEÃO DA LIBERTADORES e de cair exausto, aos prantos, no cimento gelado e molhado do Beira-Rio.
Eu lembro de ver Fernandão erguendo a taça.
Eu lembro de ver Sóbis carregar uma bandeira gigante no Beira-Rio e de chorar sentado no gramado.
Eu lembro de ver o Pato acabando com um jogo no Palestra Itália.
Eu lembro de ver o INTER embarcar rumo ao Japão, numa manhã quente de dezembro.
Eu lembro de ver o INTER no Jornal Nacional, com reportagens de Marcos Uchôa.
Eu lembro de ver o INTER treinando com roupas de inverno, luvas e toucas ninja.
Eu lembro de ver o INTER vencer o Campeão Africano em Tóquio.
Eu lembro de ver o INTER entrando todo de branco em Yokohama.
Eu lembro de ver o INTER perfilado junto ao Barcelona.
Eu lembro de ver o INTER forte, aguerrido, bravo e repleto de virtudes.
Eu lembro de ver Fernandão dando carrinhos dentro da área de defesa.
Eu lembro de ver Ceará não deixando Ronaldinho respirar.
Eu lembro de ver o Índio deitado no gramado com o nariz sangrando.
Eu lembro de ver Iarley puxando um contra-ataque mortal.
Eu lembro de ver o INTER fazer 1 x 0 no Barcelona.
Eu lembro de ver Clemer defender uma bola no ângulo chutada por Deco.
Eu lembro de ver todos os colorados do mundo tirando com os olhos o chute de Ronaldinho na cobrança de falta.
Eu lembro de ver o INTER CAMPEÃO DO MUNDO.
Eu lembro de ver Fernandão levantando a taça FIFA.
Eu lembro de ver o INTER sobrevoar Porto Alegre e ver o Beira-Rio lotado à sua espera.
Eu lembro de ver as ruas lotadas de colorados.
Eu lembro de ver o INTER retornar triunfante ao Beira-Rio.
Eu lembro de ter chorado muito de alegria naquela tarde.
Eu lembro de ver o placar do Beira-Rio: INTER 1 x 0 Barcelona.
Eu lembro de ver o INTER conquistar a TRÍPLICE COROA.
Hoje, faz um ano que a vida de todos os colorados começou a mudar.
Na verdade, essa mudança começou antes, mas seu marco deu-se em 16 de agosto de 2006.
Quando lembro desse dia, lembro-me de todo o sofrimento do passado e choro.
Choro por que segui firme, choro porque fui fiel.
Choro porque nada pode nos separar do INTER e, mesmo que não viessem as grandes conquistas, o INTER para sempre iríamos amar.
Parabéns, INTER! Parabéns, COLORADOS! Feliz Aniversário de 1 ano! 1 ano de vida nova! Feliz Aniversário a todos!

domingo, 5 de agosto de 2007

Idéias aleatórias

  • O dia deveria ter mais de 24 horas, definitivamente.
  • Cada vez que eu modifico o hardware do meu micro eu enfrento algum tipo de problema. Dá vontade de jogar tudo fora e comprar tudo novo. Se eu tivesse dinheiro eu faria isso.
  • Meu pai andou 1500 quilômetros de moto nesse fim-de-semana. Vai gostar de moto assim lá na...
  • Começou o mês das formaturas. One down, two to go!
  • Fotolog é uma coisa que é legal quando é criado, mas não tem muita graça de atualizar. O bom de ter uma conta é que dá para comentar o fotolog dos amigos.
  • Tem alguma coisa me fazendo muita falta, mas eu não consigo descobrir o quê. E não é um carro.
  • Saudades do verão. De lavar a moto e sair andando por aí num sábado de sol, sozinho ou acompanhado.
  • Segunda rodada da primeira divisão do campeonato brasileiro com derrota de todos os times gaúchos.
  • Criando expectativas de uma coisa que não vai me levar a lugar nenhum. Como de costume.
  • Teias de aranha do livejournal parcialmente removidas.
  • Finalmente estou usando o visual nativo do Windows XP. O milagre? O tema do Zune.
Era isso...

De filho pra pai

Algumas coisas são feitas sem pensar muito. Algumas em bons momentos, e os resultados ficam guardados para sempre. Outras em maus momentos, e o resultados também ficam guardados para sempre. De uma maneira negativa, mas ficam.

Sexta-feira, 13 de julho. Meu pai me liga por volta de 15:30 me informando que roubaram a frente do rádio do carro, que estava no porta-luvas. O carro estava na garagem. Na mesma sexta-feira, por volta de 17:30, meu chefe me informa que a empresa fechou uma venda na qual eu estava trabalhando. Essa sexta-feira 13 pregou uma peça. Era eu extremamente feliz, e meu pai extremamente triste.

Quando cheguei em casa à noite, encontrei ele no mau-humor propício à situação: "Eu vou vender o carro, eu não preciso de carro, eu tenho a moto, eu só uso o carro para ir ao supermercado, eu vou vender o carro, só incomoda, eu vou vender o carro, blá blá blá."

Sábado pela manhã ele tinha um evento que iria ocupar toda a manhã e parte da tarde. Me deu 50 reais e pediu que eu o levasse até o evento, trocasse a ventarola (quebrada pelo vagabundo para abrir a porta do carro) e desse uma limpada no carro. Minha manhã de sábado parecia perfeita.

Acordei por volta de 7:20. Chegamos no local do evento 7:45. Meu pai com cara de poucos amigos, olhando para os cacos de vidro no tapete e para a ventarola quebrada. Oito horas da manhã, as lojas da Azenha estavam abrindo e lá estava eu entrando na Tarumã para colocar a tal da ventarola. Lá se foram 45 reais e sobraram 5 para lavar o carro.

Aproximadamente 1 hora depois eu estava saindo da loja 45 reais mais pobre e com uma ventarola completamente suja, mas sem aquele buraco no carro. Rumo? DuSom, loja de aparelhos de som automotivos e alarmes onde sempre fazemos esse tipo de serviço. Questiono o Eduardo, dono da loja, sobre aparelhos de som com mp3 que tenham um custo-benefício razoável.

- Eu tenho esse JVC aqui, custa R$ 395.
- Vem com controle remoto?
- Não.
- Mas ele aceita controle remoto?
- Peraí, deixa eu ver... sim, ele aceita controle remoto.
- Onde eu consigo o controle remoto?
- Eu tenho alguns sobrando.
- Eduardo, o vagabundo não chegou a tirar o rádio, quando ele voltou para fazer isso chegou a polícia, a fiação está pronta, quanto tempo tu acha que leva para tirar um e colocar o outro?
- Uns 30 minutos.
- E quando tu pode fazer isso?
- Agora.
- Coloca.

Por volta de 10:30 eu chego em casa. Havia passado na lavagem, mas estava fechada. Como não queria procurar por uma lavagem que eu não conhecesse, fui lavar o carro em casa. E caprichei. Com direito a aspirador e Jimo Silicone no painel.

13:30 meu pai liga e pede para que eu vá buscá-lo. Droga, não deu tempo de gravar o CD de mp3. Saio assim mesmo e chegando próximo ao local retiro a frente do rádio. Ele entra no carro e fica olhando para o pedaço de vidro colocado. Eu faço o balão na Oscar Pereira e digo: "Vamos colocar uma musiquinha!".

A cara do meu pai quando eu coloco a frente do rádio foi impagável. Olhou pro lado, disse que não era por aí, que eu não tinha que fazer esse tipo de coisa e blá blá blá. Resultado? Voltou a ficar contente e não quer mais vender o carro. Foi um presente de pai pra filho. Ou vice-versa, tanto faz.